| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| POLÍTICA | |
Interiorização da Ufac promete desenvolvimento nos municípios Processo faz parte de uma reforma que vem sendo realizada desde 1976 no sistema educacional do Acre |
|
|
Ao anunciar a liberação de mais R$ 15 milhões para que a Universidade Federal do Acre mantenha o programa de formação continuada de professores e ainda crie um curso de economia com 120 vagas para cada município, o governador Jorge Viana efetivou o projeto de interiorização da Ufac, que vem se arrastando desde 1976. Mais do que um velho sonho renovado a cada ano, a interiorização da Ufac faz parte de uma reforma mais ampla e profunda que vem sendo realizada no sistema educacional do Acre através de mudanças na legislação, na classificação e salários dos professores, na discussão do quê e como ensinar. A construção desse processo envolve mais que um conjunto de medidas burocráticas, mas uma ação coletiva que envolve desde os administradores públicos, aos professores, pais e alunos. Parlamentares como o deputado federal Henrique Afonso, que trabalha pela consolidação da Universidade da Floresta, e o senador Sibá Machado, que tem concentrado esforços para levar os cursos da universidade a todo o interior do Acre. O professor e vice-governador Arnóbio Marques, o Binho, lidera esse processo na escala estadual como secretário de Educação e explica como está se realizando essa reconstrução do sistema educacional do Acre, bem como aonde se quer chegar com isso. “A dinamização do processo de interiorização da Ufac, que está acontecendo neste momento, faz parte de um projeto maior que é a reforma educacional. Nela temos mudado o sistema de gestão das escolas, os salários dos professores, definido o que e como deve ser ensinado nas escolas. A par disso, também há uma concessão maior de liberdade de ação aos professores e administradores escolares, mas também uma cobrança maior por resultados efetivos”, explica Binho. Ele lembra que há oito anos o sistema educacional do Acre estava entre os piores do país. As mudanças no sistema garantiram um salto de qualidade que já coloca o Estado na média boa da educação. “Sabemos que a educação brasileira é deficiente, por isso sabemos que podemos avançar mais e estamos trabalhando para isso. O passo dado em favor da interiorização da Ufac democratiza as oportunidades de formação para quem vive no interior. Ao mesmo tempo, nós estamos formando uma nova geração de educadores e profissionais com os quais o Acre vai crescer e atingir o desenvolvimento que tanto desejamos.” A afirmação de Binho se sustenta no fato de que os cursos levados ao interior não se limitam à formação de professores, mas também às 120 vagas de economia do qual sairão futuros economistas prontos para atuar na melhoria da administração dos negócios públicos e privados, gerando novas perspectivas de desenvolvimento em suas localidades. Isso acontece porque agora os cursos estão sendo oferecidos de acordo com a necessidade da localidade, a fim de que sejam absorvidos na própria comunidade, evitando a formação excessiva de profissionais numa mesma área. “Todo o trabalho que se realiza na educação leva alguns anos para ser reconhecido, mas eu sei que nós estamos construindo algo muito bom que vem por aí.” Interiorizando A interiorização da Ufac foi iniciada em meados da década de 70, de lá para cá foram instituídos núcleos permanentes em Brasiléia, Xapuri e Cruzeiro do Sul, que ao longo desses anos não chegaram a formar mais de mil profissionais. Atendendo às exigências da Lei de Diretrizes de Base da Educação o governo do Estado em parceria com a Ufac e prefeituras colocou em funcionamento o Programa Especial de Formação que já levou mais de cinco mil professores à universidade e outros 4.800 estão iniciando agora sua formação de nível superior, o que deve garantir que até 2.010 todos os professores das redes municipal e estadual tenham formação de terceiro grau. Destes 4.800 pelo menos 2.600 são professores da zona rural que receberam a oportunidade de completar seu segundo grau e agora estão prontos para prestar o vestibular que acontece em março. Outras 720 vaga estarão sendo oferecidas a professores urbanos dos municípios de Santa Rosa, Marechal Thaumaturgo, Jordão, Porto Walter, Assis Brasil e Manuel Urbano onde ainda não haviam sido atendidos na primeira fase do programa. Qualificar é preciso Formado em geografia pela Ufac, o senador Sibá Machado faz da interiorização e melhoria nas condições de funcionamento da universidade uma das prioridades de seu mandato. “Considero que, ao garantir a formação e qualificação de nossa mão-de-obra, nós estamos dando uma contribuição importante para o crescimento e o desenvolvimento do Acre e para a melhoria da qualidade de vida de toda a população”, argumenta ele. Depois de haver conseguido garantir a liberação de emenda parlamentar no valor de R$ 3,4 milhões para garantir a construção de prédios e infra-estrutura para levar a Ufac a pelo menos seis municípios ainda neste ano, ele animou-se com o anúncio da liberação de recursos do Estado feito na sexta-feira pelo governador Jorge Viana. “Até quarta-feira tudo o que tínhamos era o dinheiro da nossa emenda, agora o governador nos presenteia com dinheiro suficiente para levar a universidade a todos os municípios. Isso é muito bom porque, além de formar professores, também teremos economistas”. Atualmente, a universidade mantém núcleos com sede própria em Cruzeiro do Sul, Xapuri e Rio Branco. Nos demais são cursos temporários montados em parceria com o Estado e as prefeituras locais. Com os recursos conseguidos por Sibá, a previsão é de que sejam construídos núcleos em Rodrigues Alves, Plácido de Castro, Sena Madureira, Assis Brasil, Senador Guiomard e Brasiléia. Os terrenos devem ser doados pela prefeitura. A partir do anúncio feito pelo governador, a idéia é ocupar os centros da florestania e prédios públicos do Estado ou municípios nas demais localidades enquanto são construídos prédios próprios para a universidade em cada localidade. “O governador cedeu os centros de cidadania de Jordão e Manuel Urbano para que sediem a Ufac naquelas localidades. Já nós vamos lutar para aprovar emenda que garanta para 2007 os recursos para construir as sedes da Ufac nos municípios em que ela estiver funcionando em prédios do governo ou prefeitura. Sei que isso é bom para o Acre.” Prefeitos aplaudem A prefeita de Brasiléia, Leila Galvão lembra que o núcleo da Ufac funciona há vários anos em sua cidade num prédio cedido pela prefeitura. Sabendo que a prioridade de construção será dada aos municípios em que as prefeituras cederem o terreno para isso, ela declarou: “Estamos com um terreno bastante grande para que a Ufac instale seu núcleo e ainda possa fazer ampliações futura. Até porque tenho certeza de que não vamos parar na formação continuada de professores e no curso de economia, nós queremos muito mais”. Já o prefeito Manoel Araújo de Assis Brasil esclareceu que há mais de três anos foi formado em seu município o núcleo-pró Napoleão, homenagem ao professor que levou o segundo grau para aquela cidade e morreu lutando para conseguir instalar ali um curso universitário. “Brasiléia sempre nos cedeu vagas para que nossos jovens pudessem estudar naquele núcleo, mas o isolamento e as dificuldades foram tantas que em dez anos só duas pessoas conseguiram completar seus cursos. Hoje temos 400 pessoas em condições de iniciar um curso de nível superior em nossa cidade, nós precisamos disso”. “Queremos estar presentes em todo o interior, os recursos que estamos recebendo agora serão utilizados na construção de salas de aula, biblioteca, administração e equipamentos. Por enquanto, as aulas serão semi presenciais, ou seja, os professores passarão períodos nessas localidades,voltam e serão substituídos por outros.Na maior parte do tempo as aulas acontecerão através de videoconferências e internet durante as quais poderão fazer perguntas na hora ou tirar dúvidas via e-mail”. A universidade hoje tem uma média de cinco mil professores matriculados, quando estava formando levas de professores chegou a ter mais de nove mil. “Quando completarmos esse processo de interiorização, teremos pelo menos 10 mil alunos matriculados. Já neste ano estamos oferecendo dois cursos novos nas áreas da música e artes cênicas, o que nos dá mais 60 alunos e ampliamos o curso de engenharia florestal de 40 para 80 alunos”. |
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |