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Página 20 completa 13 anos de compromisso com a notícia Batalha diária envolve equipe de 25 pessoas para que o jornal chegue com notícias quentinhas às mãos dos leitores |
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O grande colecionador de prêmios está completando hoje 13 anos de fundação. A idade, que representa uma fase adolescente, é um marco duvidado por muitos que acompanharam o nascimento do “Projeto Jornal Página 20”, o semanário que ousou ao estampar na capa de sua primeira edição a manchete: “ICMS: empresários lesam o Estado em mais de R$ 10 milhões”. Sim. O Página 20 nasceu de uma idéia do então bancário Élson Dantas e do jornalista Antonio Stélio com ênfase à oposição. Fazer um jornalismo crítico, com denúncias e furos de reportagem, era o principal objetivo do semanário, que logo recebeu um apelido à altura: “galinho bom de briga”. Mesmo com a primeira, a segunda, a terceira e as demais edições lançadas, a “profecia” de que o jornal não vingaria eram constantes. Não só pelo fato de ser oposição. O problema estava na reduzida - e aparentemente inexperiente - equipe que conduzia o semanário. Problema? Não! A verdade é que o Página 20 já lançou 3.500 edições e a equipe nunca foi problema. Ela sempre foi a principal motivadora para que cada edição fosse produzida. A equipe foi quem sempre acreditou no potencial do “galinho” e graças a ela o Página 20 se tornou o jornal mais premiado do Estado. “Sempre tivemos uma equipe aguerrida, com espírito de competitividade para lutar pelo melhor jornalismo. E esse espírito foi transmitido a cada geração de repórter que passou por aqui. Por isso, digo com convicção que o Página 20 tem a melhor equipe de profissionais”, declarou o editor-chefe, Tião Vitor. Segundo o editor, esse é o segredo do sucesso. Por isso, o Página 20 homenageia hoje todos aqueles que contribuíram e contribuem, cada qual em sua função, para que o jornal completasse 13 anos de circulação no Estado. Parem as máquinas! A história do Página 20 é construída a muitas mãos. Por isso, não dá para falar desse projeto sem mencionar a equipe de aproximadamente 25 profissionais que participam do processo de produção de matérias e fotos, edição, diagramação, revisão, gravação de chapas, impressão e entrega. Dia após dia, o processo é o mesmo e a ordem também. Nada pode falhar. Cada função é de fundamental importância para que o jornal chegue às mãos dos leitores com a qualidade necessária. Para isso, tudo começa às 8 horas. A primeira equipe do dia é composta por repórteres, fotógrafos e um motorista. O editor, presente em vários momentos, é figura que também entra em cena nesse horário, distribuindo pautas aos repórteres e orientando-os sobre as prioridades do dia. Correria de um lado e de outro faz parte da rotina para todos os repórteres cumprirem as pautas nos horários em que elas foram marcadas. Um atraso, por menor que seja, pode resultar em uma “pauta furada”. “Cumprir pauta às vezes se torna uma missão impossível, pois a maioria delas está marcada para as 9 horas. É uma verdadeira maratona e só Deus sabe como a gente consegue concluir”, comenta a jornalista Marcela Barrozo. Marcela é uma das repórteres do Página 20 e divide um carro de reportagem com outros três repórteres (Val Sales, Whilley Araújo e Renata Brasileiro) e dois fotógrafos (Marcos Vicentti e Regiclay Saady). A missão, que ela denomina como impossível em alguns casos, é compartilhada por todos durante uma manhã inteira. Por volta de meio-dia o carro de reportagem volta à redação. É hora de escrever as matérias e salvar as fotos. Encerrada a primeira jornada do dia, entra em ação a equipe de diagramadores. Rodrigo Torres e Wescley Camelo são os responsáveis pelo projeto visual de cada edição. A diagramação, portanto, é assistida pelo editor, que define onde e como cada matéria e foto entrarão no jornal. “As matérias que consideramos ser de interesse público, que estão mais bem elaboradas, são as que têm destaque nas páginas do jornal. Outro requisito importante é que as matérias têm que estar de acordo com a linha editorial que adotamos”, destacou o editor. Com o jornal editado, outra figura importante inicia seu trabalho: o revisor. O licenciado em Letras Beneilton Damasceno é o responsável pela correção gramatical dos textos há quase dez anos. Enquanto isso, o tempo vai passando. Já são mais ou menos 10 da noite. Hora de imprimir o jornal em papel vegetal para ir ao forno, ou melhor, à impressora. ... e o trabalho continua Com os papéis vegetais prontos, começa a correria - aliada à atenção - para que o jornal seja impresso. Jorge Carrilho, que ocupa a função de gravador de chapa, tem parte fundamental nesse processo. É ele quem monta cada página de vegetal na chapa para gravação, e em seguida revela. Feito isso, é hora de pôr as máquinas de impressão para funcionar. “É uma responsabilidade muito grande fazer a impressão de um jornal. A pessoa que trabalha com isso tem que, no mínimo, ser muito experiente para saber lidar com uma máquina desse porte e também com os possíveis erros”, disse o impressor João Claudioberto. Cláudio, como é conhecido pelos colegas de trabalho, é quem gerencia e motiva o trabalho da equipe de sete funcionários da gráfica. É preciso mesmo muita motivação e bom gerenciamento para manter um trabalho qualitativo no meio da madrugada. Mas Cláudio não deixa a peteca cair e atribui isso à vivência. Ele possui 31 anos de trabalho em gráfica. Segundo ele, a impressão do jornal - quando não há falhas - é concluída às 3h30 da manhã. É hora, então, de os entregadores assumirem o batente. Eles dobram o jornal, encartam e entregam. Com o trabalho de cada profissional cumprido a tempo, os leitores recebem o Página 20 por volta das 5 horas, todos os dias. “Cada entregador tem uma rota. Eu entrego jornais no Centro e no Segundo Distrito. O nosso compromisso é com o relógio, pois o jornal tem que chegar cedo a todos os lugares. Se não chegar 5h50 à Rodoviária, por exemplo, não vai para Xapuri e Brasiléia”, completou o entregador Irivam de Oliveira. E assim termina a batalha diária do Página 20. Em menos de duas horas depois, tudo começa de novo, com os repórteres na busca incessante pelo cumprimento da boa pauta. Extra! Extra! O trabalho que exige a produção de um jornal tem um objetivo para lá de recompensador: informar a população sobre os acontecimentos da cidade. É para este grande público que o Jornal Página 20 trabalha há treze anos, sempre carregando as marcas da imparcialidade, da lisura e do respeito ao leitor. É pensando no servidor público, no produtor rural, no autônomo, no estudante e em todas as outras personalidades que formam a sociedade acreana que o Página 20 produz suas reportagens. Por isso, ele está sempre trazendo em suas páginas um conteúdo diferenciado, com matérias de cotidiano, variedades, política, economia, além de artigos, colunas e crônicas que falam diretamente ao acreano. É este conteúdo tão diversificado, produzido por uma equipe entusiasmada, que chega a pontos mais longínquos de Rio Branco e de muitos municípios do interior do Estado. Em alguns lugares, um mesmo exemplar do Jornal Página 20 chega a ser compartilhado por cem pessoas. Histórias como essa que o “Galinho bom de briga” carrega consigo ao longo de treze anos. “Ter o jornal aqui na Banca dos Engraxates é muito bom porque atrai mais clientes. Muitos param aqui só para ler e acabam aceitando engraxar o sapato”, disse o engraxate Marcos Nascimento, que integra a equipe que possui um ponto na Praça Povos da Floresta. O Jornal Página 20 chega gratuitamente à Banca dos Engraxates há dois anos. Cerca de 120 clientes são atendidos diariamente e boa parte destes lêem o diário, confirma Nascimento. “Eu sempre venho engraxar meus sapatos aqui e já aproveito para me interar das notícias do dia. Tenho o costume de ler o jornal todos os dias e só não compro quando venho aqui, pois os engraxates me oferecem”, disse o assistente administrativo, Hélio Pimenta. Assim também acontece na Biblioteca Pública Estadual. Um exemplar chega a ser lido por dezenas de visitantes do espaço. “O jornal para nós é algo que não pode deixar de ter, pois é a oportunidade de os estudantes lerem matérias atuais, já que nos livros a gente só oferece a história contemporânea”, disse a assesora técnica Roseane Bandeira. O também assessor técnico, Antônio Carlos Balalai, disse que a presença do jornal nas prateleiras da biblioteca atrai não só estudantes, mas também servidores públicos e demais trabalhadores que passam em frente ao prédio todos os dias. “As pessoas dão uma parada para ler o jornal antes de ir para o trabalho. É legal porque já começam o dia atualizados”, destacou. |
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