VARIEDADES

A versatilidade da gaita de Borghetti em Rio Branco

“Chegar ao Acre através da arte é uma forma muito bonita de fazer integração”, diz o mestre gaúcho

Divulgação
Renato Borghetti
domina a gaita desde menino


Edmilson Ferreira

Um dos maiores instrumentistas do Brasil e reconhecido mundialmente, Renato Borghetti toca em Rio Branco no próximo dia 22 de março, na Afeletro, a partir das 22h30, numa promoção do centro local de tradições gaúchas. Será a primeira vez que o gaitista estará no Acre, motivo, segundo ele, de grande felicidade. O show é tão especial que Borghetti estará apresentando aos acreanos o violonista Arthur Bonilla, letrista premiado no Rio Grande do Sul. “Toco há muito tempo e o Acre é um dos poucos Estados que ainda não conheço. Por isso tenho vontade de estar aí. Tenho certeza que será um show muito bonito”, disse Borgetti pelo telefone no começo da tarde desta terça-feira.

Borghetti faz sucesso no Brasil inteiro e no exterior porque o som de sua Gaita de Ponto, instrumento que domina desde menino, extrapola fronteiras. Não sem razão é convidado para tocar com jazzistas de renome e recentemente encerrou na Europa a turnê Fandango, em comemoração aos dez anos de carreira. A tour marcou também o lançamento do CD Fandango. “É o meu 23º disco, entre vinil, CD e DVD. Nele, fiz a inversão da cidade para o campo, onde estive por vinte dias com a equipe técnica gravando. Ficou uma coisa muito verdade e muito musical, com uma qualidade musical muito boa”, disse.

Sobre o nome Fandango, vale uma máxima: tanto é bom dançando quanto ouvindo. Nada para ele pode ser cheio de regras porque, em sua avaliação, “tudo o que tem muitas regras tende a ser chato”. Nesse contexto, o Fandango é diversão de qualidade na certa. Em seu site oficial, traz o seguinte texto para reafirmar suas convicções na arte global: “Demonstra não se intimidar com influências de outras formas e estilos brasileiros e do mundo em seu trabalho, como o pop, samba, jazz, tango e outros, os quais adapta e agrega ao seu estilo único de tocar acordeon. Não apenas o jeito europeu de tocar gaita prevalece no Brasil. Esta diferença materializada na obra diferenciada faz dele um mestre popular na medida em que renova a sonoridade folclórica de seu estado natal -um sucesso mais surpreendente para um musico que ao invés de um trabalho vocal optou por um trabalho instrumental”.

O site informa que seu primeiro álbum gravado em 1984, com recursos próprios e nas madrugadas ociosas de um estúdio em Porto Alegre, foi um sucesso instantâneo, alcançando a marca de 100 mil cópias em poucos meses e tornando-se o 1º disco de ouro de toda a historia da musica instrumental brasileira. Hoje é referencia nacional em seu estilo, e já conta com 19 discos gravados e 01 DVD

É hoje um dos artistas brasileiros de mais solida carreira internacional. De 2003 a 2006, chegou a fazer duas, três e até quatro turnês anuais.

As formações de seu grupo, ainda segundo seu website, alternam quartetos, quintetos e sextetos. Na turnê européia deste ano, atuaram o quarteto, com Daniel Sá nos violões, Pedrinho Figueiredo na flauta e sax e Vitor Peixoto nos teclados. Em outras circunstancias, entram Hilton Vaccari, (violão ritmo), Ricardo Baumgarten (baixo), Caco Pacheco (percussão) e Marquinhos Fê (bateria). “Borghetti é cada vez mais atração internacional também em festivais do instrumento, ao lado de estrelas como o italiano Ricardo Tesi, o irlandês Martin O´Connor, o português Artur Fernandes, o espanhol Kepa Junqueira. Um deles, talvez dois, poderá vir ao Brasil, em 2009, para participar das comemorações dos 25 anos de lançamento da estréia em LP de Renato, com aquele álbum que, vendendo mais de 100 mil cópias, ganhou o primeiro disco de ouro da musica instrumental brasileira”.

As coisas para Borghetti não podem ser forçadas. Ele gosta mesmo é da espontaneidade e quando assim acontecem não dispensa uma canja. Na recente turnê européia, pôde, por exemplo, improvisar com músicos eslovenos.

Em Rio Branco, o que vale é a forma com que o gaúcho chega ao Estado. “Chegar ao Acre através da arte é uma forma muito bonita de fazer integração”, afirma. (Agência de Notícias do Acre)

 
 
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Rio Branco-AC, 5 de março de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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