COTIDIANO

Conselheiros do CRM-AC conversam com secretário de Saúde do Estado em plenária

 


Duaine Rodrigues
Da Assessoria de Imprensa do CRM-AC

Na noite da última segunda-feira, dia 2, em reunião plenária realizada na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Acre (CRM-AC), o corpo de conselheiros da entidade debateu com o secretário de Saúde do Estado, médico Osvaldo Leal de Souza Júnior, assuntos ligados à saúde estadual e à categoria médica.

Em pauta temas como o cadastro, ou a falta dele, das unidades de saúde no CRM-AC, o estatuto dos hospitais públicos e o regimento interno dos hospitais, diretor técnico, habilitação para o exercício legal da profissão, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e unidades de saúde do interior.

Os Conselheiros do Regional explicaram ao secretário a importância do cadastramento das unidades de saúde na entidade, ressaltando a Lei federal que rege a questão e não uma Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Alertaram sobre os gestores, que já receberam orientações sobre como procederem, mas nenhuma providência foi tomada até hoje e sobre as poucas unidades cadastradas no CRM-AC, fazendo assim com que a entidade fique impossibilitada de saber qual a real quantidade de médicos existentes por município, por unidade saúde.

Osvaldo Leal falou que a gestão atual já tem conhecimento dos problemas existentes no sistema, informando que atitudes estão sendo tomadas para mudar o quadro. “Estamos avaliando a situação e trabalhando para organizar todo o sistema o mais breve possível”, disse.

Médicos como diretores das unidades de saúde, salário e condições dignas de trabalho

A posição do médico como diretor de unidade de saúde também foi pontuada no encontro. Para o secretário, a ausência de médicos como gestores, é prejudicial, além de deixar o médico longe de decisões que dizem respeito a ele próprio, o que o torna frágil perante a sociedade. “Percebo que a sociedade não vê mais o médico mais como um ponto de apoio, de segurança. É preciso reivindicar sim por mudanças, mas sem esquecer da relação com a população”, alertou Leal.

Ele declarou que a atual gestão está ciente da baixa remuneração que é oferecida aos profissionais, principalmente quando se fala em plantão extra e interiorização. “Sabemos que com o valor pago por plantão extra é insatisfatório e que a interiorização oferecida não é capaz de atrair médicos para o interior de nosso Estado. Há sim a necessidade de uma discussão sobre o PCCS, mas não podemos e nem devemos iniciar uma conversa sobre os problemas relacionados à saúde pela questão salarial. É importante claro, mas outros pontos ainda mais carentes devem ser tidos como prioridade. Assim como também a valorização profissional e de seu trabalho”, explanou o secretário.

 

 
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Rio Branco-AC, 5 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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