POLÍTICA

CEF disputa conta da Aleac

Assembléia Legislativa decidirá no dia 20 qual banco vai gerenciar o dinheiro movimentado pela instituição

J. Simão
Dirigentes da CEF se reuniram ontem com parlamentares da mesa diretora da Câmara


Val Sales

A mesa diretora da Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) estendeu até o próximo dia 20 o prazo para a decisão sobre qual instituição financeira pública irá gerenciar a conta dos servidores da casa. Ontem de manhã, o presidente do legislativo estadual, Edvaldo Magalhães (PC do B), ouviu as propostas levadas pela diretoria da Caixa Econômica Federal.

A conta da Aleac está orçada em R$ 56 milhões anuais. Dentro do pacote oferecido aos bancos, estão a folha de pagamento e o adiantamento de crédito aos servidores, que vão receber os R$ 9,5 milhões referentes ao acordo do reajuste dos 11,98%.

De acordo com Edvaldo Magalhães, a mesa está construindo um ambiente de pesquisa para então tomar a decisão final. “Estamos numa fase de receber até à tarde de hoje (ontem) as propostas do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia”, explicou.

O parlamentar assegurou que ao receber as três propostas, para que não haja depois nenhum tipo de questionamento a cerca de vazamentos, a mesa irá fazer com que as mesmas, entregues pelas instituições, circulem entre elas próprias para que uma conheça o que foi apresentado pela outra.

Isso fará com que as instituições possam se reposicionar na próxima semana, para que a mesa possa tomar a sua decisão. “Hoje nós esticamos o nosso prazo, que era até este final de semana, e que agora vai até o dia 20, justamente para permitir que esse processo seja transparente e democrático”, assegurou.

Segundo Edvaldo Magalhães, a Caixa Econômica apresentou uma proposta interessante e animadora, sendo que a casa irá guardar o posicionamento dos outros bancos. Sobre a participação dos servidores na escolhas das instituições, o deputado lembrou que a decisão é da mesa diretora, mas que os servidores também estão incluídos. “Ate porque um dos itens que estão sendo negociados é a melhor proposta de taxas para consignação em folha e para a antecipação das parcelas do passivo trabalhista. Isto é o que mais vai balizar a nossa decisão. Portanto os servidores estão contemplados nessa discussão”, acrescentou.

Já o superintendente da Caixa Econômica Federal, Aurélio Silva da Cunha, afirmou que instituição oferece uma série de produtos e serviços diferenciados, especiais para a assembléia e que beneficia tanto os servidores quanto os fornecedores e a própria instituição. “A gente quer efetivamente estar participando do serviço público com responsabilidade de única empresa pública que é 100% do povo brasileiro e estar modernizando o parque tecnológico da assembléia do Estado”, garantiu.

Ainda de acordo com ele, o serviço oferecido vem de encontro aos próprios interesses da assembléia. “Acho que está precisando realmente de a gente estar mais próximo, porque temos interesses públicos idênticos e queremos participar e ajudar de forma efetiva esses três pilares: a instituição, os servidores e os fornecedores da Assembléia”.

 
 
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Rio Branco-AC, 5 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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