| COTIDIANO | |
Acióle canta audades da Florestania |
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“Maquinista” é o segundo CD do cantor Avelino de Sena Acióle, 59, professor de matemática. Aposentado e músico por vocação, para seus amigos e fãs é simplesmente “Acióle”, cujas músicas hoje fazem sucesso em Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e começam a despontar nas rádios na capital. Nascido no seringal Catuaba, viveu a maior parte da infância e adolescência numa colônia em Plácido de Castro, de onde saiu para estudar e dedicar 30 anos de sua vida ao ensino da matemática. Entre uma aula e outra ia medindo e harmonizando notas, limando e alisando as letras com que comporia mais de 80 canções, 30 delas já gravadas. “Desde criança, na colônia, o rádio era meu companheiro de todas as horas e com ele que aprendi a admirar figuras como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Gilberto Gil e Milton Nascimento e isso influenciou muito meu gosto musical. Já em Minas, onde conheci Tadeu Franco, Celso Adolfo, Paulinho Pedras Azul e Vanderli cantores e compositores contemporâneos com os quais tenho aprendido muito”, confessa Acióle. Seu primeiro CD, “Velejador”, foi lançado simultaneamente no Acre e em Minas Gerais e vendeu mais de duas mil cópias e fez maior sucesso por lá que aqui, mas “Maquinista” está alcançando aprovação do público e já vendeu mais de 14 mil cópias. Na Rádio Difusora, durante os programas da locutora Nilda Dantas e Jorge Cardoso, as músicas “Simplesmente Cativante” e “Brilho das Canções” são as mais pedidas, o mesmo acontecendo na Rádio Alvorada. Já “Inconfidência” é a mais tocada nas Rádios América e Itatiaia no Espírito Santo e Goiás, onde também se destacam “O Brilho das Canções” e “Injeção de Vitamina”. Inspiração na floresta “Florestania”, que está na quarta faixa do CD, é uma das várias canções em que canta suas memórias e a saudade dos tempos que viveu nos seringais e colônias acreanas. “Prefiro fazer musicas românticas ou que tenham histórias significativas que toquem o coração das pessoas. Vivi num Acre do qual tenho saudade pela minha infância, mas era um tempo de muita dificuldade, tanto que fui embora para Minas, onde vivo há 30 anos, mas hoje vejo um Acre mais bonito, avançado e muito melhor de se viver. É em homenagem a tudo de bom que vem acontecendo aqui que eu compus Florestania”, afirma. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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