| POLÍTICA | |
Acre desbanca Estados ricos na avaliação do ensino fundamental Estado é classificado em 12° lugar na avaliação feita pelo IDEB |
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O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) avalia a qualidade do ensino de 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª série. Na fase de 5ª a 8ª série, o Acre ficou com nota 3,5, igual à média nacional. Também nesse quesito, Estados seculares e ricos como Amazonas e Pará ficaram abaixo do Acre. “Pará e Amazonas são do tempo das Capitanias Hereditárias, portanto, tiveram tempo de consolidar um modelo educacional. O Acre é uma criança. Só em 1932 tivemos o direito de eleger representantes no congresso nacional. Por isso, devido ao nosso exíguo tempo de existência, é uma grande conquista esse resultado”, argumenta. Todavia, o que mais chamou a atenção do deputado foi o resultado do Acre em relação aos Estados industrializados e com séculos de experiência escolar. Estados como Paraná, Rio de Janeiro e o Distrito Federal tiveram notas inferiores ao Acre, na fase de 5ª a 8ª série, respectivamente - 3,30, 2,90 e 3,30. “Estou convencido de que esses resultados são fruto dos investimentos no profissional (melhores salários e faculdade), modernização de nossas escolas e a descentralização (dinheiro na escola e eleição para diretor). Acho que o próximo passo para avançarmos deve ser o da humanização e do investimento direto na sala de aula”, afirmou Diniz. O parlamentar do PC do B disse que fez ainda uma simulação dos resultados dentro do próprio Estado. Descobriu que os municípios novos e com alta população rural apresentaram os piores resultados. Jordão, Santa Rosa, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Manoel Urbano, com notas entre 1,7 e 2,0, desequilibraram os números do Acre. “Esses municípios vivem em regiões isoladas e têm menos de 20 anos de existência. São cidades em formação, portanto, com pouca experiência escolar e ainda carentes de bons profissionais e de insumos da modernidade educacional”, explicou. Diniz fez questão de ressaltar que foram menores os números do IDEB, na faixa de 1ª a 4ª série no Acre, de 3,3 pontos. Apesar de serem superiores a muitos estados, a avaliação das primeiras séries (antigo primário) ficou abaixo do grupo de 5ª a 8ª série. “Durante décadas, devido à legislação educacional e a um sutil pré-conceito com o antigo primário, os profissionais de nível médio se tornaram os professores das primeiras séries. Os graduados migravam para o antigo ginásio e para o ensino médio. Somente em 2006, a SEE corrigiu essa deficiência, através da formação maciça de milhares de professores”, argumentou o deputado. O deputado, todavia, informa que nos municípios isolados e na zona rural ainda persiste essa situação, considerando que os professores levarão três anos para concluir o ensino superior. E isso reflete nos números do IDEB. “Quando você faz uma avaliação isenta da realidade do Acre, comparando aos estados ricos e de secular tradição educacional, descobre que se processou aqui um verdadeiro milagre em termos de educação. E eu acho que ainda vamos avançar muito mais”, concluiu o parlamentar. |
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