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POLÍTICA

Deputado rebate críticas de Geraldinho

Fernando Melo sai em defesa do governo e afirma que discursos de senador do P-Sol não condizem com a realidade

Foto: Regiclay Saady
Para Melo, clima no Acre é inverso do que comentou Geraldinho


O deputado estadual Fernando Melo (PT) reagiu ontem, com indignação, às declarações do senador Geraldo Mesquita Júnior (Psol-AC), em pronunciamento no Senado Federal, denunciando a existência de uma suposta campanha de terror contra servidores públicos estaduais e de censura à liberdade de imprensa no Acre. “As declarações do senador causam indignação porque quem vive no Acre, principalmente quem faz política no meio da população, sabe que há uma grande distância entre o que diz o senador e a realidade”, disse o deputado. “A gente sabe que o clima no Acre é absolutamente inverso ao que vem dizendo o senador.”

De acordo com o deputado, o senador Geraldo Mesquita Júnior, em suas denúncias ao Senado da República, também cometeu uma grande injustiça em relação ao secretário de Estado de Comunicação, o jornalista Aníbal Diniz, acusado de comandar as operações de censura.

“Quem conhece o Aníbal Diniz, como cidadão, como profissional e militante político comprometido com a democracia, sabe que, também em relação a isso, as declarações do senador não condizem com a verdade”, afirmou.

Fernando Melo disse também que sua indignação em relação a Geraldo Mesquita Júnior é maior porque, em 2002, quando o senador era completamente desconhecido da população, atendendo a pedidos de lideranças como os senadores Tião Viana e Marina Silva, além do governador Jorge Viana, participou ativamente da campanha do parlamentar. “Junto com as pessoas que me apoiaram e me elegeram deputado estadual, trabalhei de forma aplicada na defesa do nome e da candidatura desse senador. Fui surpreendido com essa sua mudança de comportamento”, afirmou o deputado. “É um desvio de comportamento que fica difícil de ser compreendido.”

Para Fernando Melo, o Acre vive um clima de paz entre os mais diversos segmentos da sociedade. “Não há clima para essa guerra, para essa imagem de terror que o senador está tentando implantar em relação ao Acre em Brasília. O que a gente sabe é que, no Acre, não há falta de liberdade de imprensa. Há, ao que parece, excesso de liberdade, que chega a descambar para o crime. É isso o que acontece, por exemplo, com uma parte da imprensa local, que, no afã de fazer oposição ao governo, agride os fatos e as pessoas, deixando de publicar a notícia para se ater à versão dos grupos políticos contrários e derrotados pelo atual governo em seguidas eleições”, disse.

De acordo com Melo, o senador tem todo o direito de abandonar os companheiros que o elegeram para se aliar aos grupos políticos que o atual governo vem derrotando na tentativa de resgatar a economia do Estado e a melhoria da qualidade de vida da população. “É uma questão de escolha”, disse o deputado. “O que ele não tem é o direito de esquecer a história recente deste Estado, quando as pessoas que agora são seus aliados levaram o Acre e sua população para uma situação de humilhação e de vergonha frente ao próprio país.”

De acordo com Fernando Melo. o senador comete uma injustiça quando tenta criar dificuldades para o governo em relação aos servidores públicos. Segundo Melo, não é verdade o clima de terror entre os funcionários públicos. “Como deputado do PT, já ouvi reclamações, no meu partido, de que servidores públicos pertencentes a outros partidos, a partidos que nos combatiam, continuam a exercer funções importantes do serviço público. Isso é uma demonstração de que não há nenhum tipo de perseguição ou de caça às bruxas. Muito pelo contrário”, acrescentou.

Fernando Melo afirmou que, nesta semana, irá abordar o assunto na Assembléia Legislativa e vai propor que o conjunto dos deputados tome uma posição em relação ao comportamento político do senador. “Ele pode se aliar a quem quiser. O que não pode é, para fazer isso, recorrer à inverdade e tentar criar dificuldades para o governo em Brasília. Este Estado e seu povo já sofreram demais por causa de políticos cujo comportamento está sendo adotado pelo senador, e não podemos mais aceitar que isso se repita.”

 
 
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Rio Branco-AC, 5 de junho de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A