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| Romerito Aquino | ||
Viva a floresta I No Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, que se comemora hoje, muitas coisas há para falar do Acre, esse nosso pequeno estado incrustado na maior floresta tropical do planeta, que um dia produziu um ícone capaz de dividir a história do mundo em duas fases: uma antes e outra depois dele. Esse foi o seringueiro acreano Chico Mendes, que alertou todo o planeta de que havia chegado à era dos limites. Limites da água, do ar, da terra, da floresta. Limites para a ação do homem em sua desenfreada corrida pela acumulação e pela destruição da vida na Terra. Viva a floresta II Chico Mendes veio, disse e se foi, deixando seu recado claro, cristalino, transparente: era preciso parar para pensar, pois do jeito que estava, o planeta não iria agüentar muito tempo. Usando a maior floresta tropical do planeta como símbolo, ele foi ao mundo dizer que não dava mais para agüentar tanta irracionalidade, tanta destruição, tanta devastação, tanto mal à natureza. Viva a floresta III Sua mensagem correu o mundo e gerou resultados. Grupos ambientalistas se multiplicaram, governos se alertaram e se reproduziram as tentativas de se produzir, sem poluir, sem sujar, sem destruir. O mundo passou a pensar no uso das coisas com sustentabilidade, com racionalidade, com inteligência. Nasceu, enfim, a idéia do desenvolvimento sustentável, aquele que tem como base a produção sem devastação, sem sujeira, sem destruição. Viva a floresta IV E Chico Mendes conseguiu impregnar este sentimento na sua gente, no seu povo, no povo de sua floresta. E nasceu o Governo da Floresta, formado por antigos e novos companheiros da luta que ele empreendeu para fosse preservada e usada sustentavelmente a maior floresta tropical do planeta. Viva a floresta V E hoje o Acre, o seu estado natal, é símbolo de preservação, de desenvolvimento sustentável, de fazer coletivo. De usar a floresta para produzir fármacos, resinas, essências, água, frutas tropicais e até mesmo madeira, mas por planos de manejo sustentável, equilibrado, racional. Além de preservar, o importante é que tais práticas vem unindo índios, seringueiros, ribeirinhos e todos os outros povos da floresta em torno da sustentabilidade ambiental. Viva a floresta VI E o exemplo do Acre vem contaminando aos poucos os estados e territórios vizinhos, incutindo na sociedade brasileira a consciência do precioso valor de suas plantas, de seus animais, de seus rios e de seu imensurável potencial florestal. A partir das práticas sustentáveis originárias no Acre e em outros estados da Amazônia e das pressões que o mundo impõe contra a destruição de sua floresta, o Brasil vai aprendendo que é preciso preservá-la, usando-a de forma sustentável, sem destruí-la ou devastá-la. Viva a floresta VII Essa floresta é minha, é nossa, é de todos. Sabendo usá-la com sabedoria, ela estará sempre aí dando seus frutos, seus remédios, sua energia vital para o equilíbrio do planeta, para o bem de todos nós e para as futuras gerações. Devemos nos dar as mãos e gritar bem forte para todo o planeta ouvir: “TE AMAMOS, FLORESTA QUERIDA!” E te homenageamos neste novo Dia Mundial de Meio Ambiente. |
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