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Feira Pan Amazônica Governo e prefeitura firmam convênio para a realização da maior feira de produtos da Amazônia Legal |
![]() Assinatura do convênio de cooperação contou com a presença de várias autoridades |
O governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco assinaram ontem um convênio de cooperação técnica e financeira para a realização da maior feira de produtos da Amazônia Legal. A parceria vai investir R$ 316 mil na reforma e construção de infra-estrutura do Horto Florestal, que será a sede do evento no período de cinco a nove de setembro deste ano. A 1ª Feira Pan Amazônica vai reunir mais de 200 expositores provenientes do Acre, Rondônia, Amazonas, Amapá, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão e Pará, além de produtores de países vizinhos, como o Peru, a Bolívia, o Equador, a Colômbia, a Venezuela e Guianas. Estima-se a participação de mais de 50 mil pessoas no período. O evento tem como objetivo promover o fortalecimento da economia por meio da integração dos povos e da divulgação dos produtos e serviços sustentáveis com bases comunitárias. Ele englobar a XII Feira de Produtos da Floresta do Acre (Flora) e a IV Feira em Rede Estadual de Economia Solidária e Agricultura Familiar. O Horto Florestal vai receber uma estrutura fixa, que vai servir também para sediar os futuros eventos que possam ocorrer no Estado. O local vai contar com o bloco dos expositores, a casa de farinha, a maloca do índio e a casa do seringueiro, onde poderá ser feita a demonstração de como é ocorre a defumação da borracha. A oficina do papel reciclado também receberá melhoramento. Ao todo, a reforma e infra-estrutura do parque custarão R$ 316 mil de recursos próprios do Estado e do município, sendo R$ 116 mil proveniente da prefeitura e R$ 200 mil da receita Estadual. Junto com a feira, será desenvolvida uma outra estrutura voltada para a realização de seminários e oficinas práticas. Além da exposição de produtos, tecnologias e pesquisas, o evento será composto de shows artísticos regionais, peças teatrais, danças, oficinas e seminários temáticos. Ressaltando ainda que esse conjunto de atividades tem contribuído para promover a integração entre os pequenos produtores e a comunidade técnico-científica, a classe política e potenciais investidores interessados na promoção de negócios sustentáveis. Feira vai mostrar todas as áreas da produção O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, ressaltou a importância do evento que vai reunir todos os Estados da Amazônia, os municípios do Acre, as cooperativas e tudo aquilo que é produzido no Estado. “Vamos mostrar não só no artesanato, mas em todas as áreas da produção. Podemos materializar a idéia e criar recursos para que essas áreas possam reinvestir na geração emprego e renda, além de mostrar para o Brasil que o Acre sabe realizar eventos dessa grandiosidade”, completou. O governador em exercício, César Messias, lembrou que as parcerias do governo com a prefeitura já vêm acontecendo desde a gestão do Jorge Viana. “É uma satisfação para nós estarmos trabalhando de mãos dadas com o prefeito Raimundo Angelim, haja vista o excelente trabalho que ele vem desenvolvendo na cidade de Rio Branco”, acrescentou. Já o secretário municipal de Meio Ambiente, Artur Cezar Leite, disse animado que a feira espera reunir no espaço do Horto Florestal as experiências que a Amazônia tem. Segundo ele, a população da região tem a mania de ter como referência os eventos e produtos do Sul do país, embora a sua base cultural, produtora e alimentícia tenha mais em comum com os países andinos. Encontro também vai contextualizar a situação da Amazônia O coordenador do Trabalho e Economia Solidária, Paulo Sérgio Braña Muniz, explicou que no final da feira a equipe organizadora vai estar produzindo uma carta do Acre, isto é, uma plataforma comum, onde estará contextualizar a situação da Amazônia. Nela será colocado o ponto de vista atual do que a região vem enfrentando na questão do desmatamento, das queimadas e outras questões envolvendo o meio ambiente. “O resultado vai dizer que caminho nós vamos traçar a partir de agora nessa empreitada”, observou. De acordo com ele, outra novidade da feira será um seminário central, o qual ainda não tem um tema definido, podendo eles estar voltado para o desenvolvimento do mercado justo solidário. “Vamos fazer um grande debate sobre que tipo de desenvolvimento a gente quer construir para esse canto tão importante para o Brasil, que é a Amazônia, onde nascemos, vivemos e com certeza, um dia nela morreremos”, declarou. Para o coordenador, o evento é fundamental para o Estado, já que se trata de uma forma de disseminar para a Amazônia Legal, o Brasil como um todo e outras nações, as experiências que estão na floresta, na beira dos rios, nas colônias e na cidade. “É uma feira que tem uma grande importância do ponto de vista econômico. Ela vai melhorar a renda e a qualidade de vida das pessoas. Essas, terão oportunidade de fechar negócios e comercializar seus produtos e serviços. Também será importante para o debate sobre o desenvolvimento que nós queremos construir e quais as estratégias de desenvolvimento que nós temos que trazer para a Amazônia”. | |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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