COTIDIANO

Sintest bloqueia acesso à Ufac durante manifestação

Servidores protestaram contra falta de acordo com o governo federal

Regiclay Saady
Técnicos mantiveram entrada
da Ufac interditada ontem


Whilley Araújo

Seguindo orientação do Comando Nacional de Greve, servidores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau (Sintest) da Universidade Federal do Acre (Ufac) interditaram a frente da instituição de ensino superior durante a manhã de ontem. A categoria, em greve há mais de um mês, está insatisfeita por não conseguir grandes avanços nos diálogos com o governo federal. A pauta de reivindicações inclui plano de carreira e reajuste no piso salarial da classe.

A manifestação obrigou aos professores, alunos e funcionários da universidade a estacionar seus veículos do lado de fora da instituição. Somente pedestres e ciclistas foram liberados a passar pelo local. A entrada principal da Ufac foi interditada antes das seis horas da manhã, mesmo assim a maior parte dos cursos manteve suas aulas normalmente.

Porém, ainda há risco da greve do Sintest prejudicar o ano letivo dos estudantes da faculdade, já que a Associação dos Docentes da Ufac (Adufac) pode aderir ao movimento grevista ainda neste mês.

De acordo com o presidente do Sintest, Alcir Néri, embora o governo federal venha negociando com os representantes dos técnico-administrativos, não foi obtido nenhum grande avanço nas discussões até o momento.

“Conseguimos acertar com os governistas a questão do nosso plano de saúde, no entanto, no principal ponto de reivindicação, que é a evolução do plano de carreira, o impasse continua sendo o mesmo”, afirma o presidente.

Ele diz que o plano de carreira foi implantado em 2005, e hoje está estagnado. “Isso significa que não temos progressão dentro da carreira, ou seja, reajuste de piso ou teto salarial. Vale lembrar que os técnicos de universidades ganham em média 30% do salário que recebem os técnicos de outros órgãos federais, o que é uma injustiça”, salienta.

A greve do Sintest, iniciada no dia 28 de maio, já ultrapassa 35 dias. Além dos administrativos da Ufac, trabalhadores que atuam na mesma área em outras 45 universidades públicas do país também estão de braços cruzados.

A próxima rodada de negociação entre representantes da categoria e o governo federal está prevista para acontecer na semana que vem. Até lá, novos protestos e manifestações devem continuar sendo realizados.

 

 
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Rio Branco-AC, 5 de julho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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