COTIDIANO

Sesc-Acre traz 2ª etapa do Sonora Brasil 2006

 


O Serviço Social do Comércio no Acre (Sesc-Acre), por meio do projeto “Sonora Brasil”, nesta 2ªEtapa apresentará Crioulo, “Sonora” do Brasil o Grupo Banza – Sons do Triangulo Atlântico, considerado um ícone da música popular brasileira. A apresentação será dia 13 de agosto, no teatro Hélio Melo – Centro, a partir das 20h.

O Circuito Sesc-Acre Sonora Brasil consiste em levar a cultura músical à tradição oral de diversos estados a diferentes partes do País, divulgando a produção músical brasileira que não é encontrada no mercado usual.

O grupo Banza empresta o seu nome de um antigo instrumento músical africano, o ‘mbanza’, muito comum nas Américas durante o período colonial. Formado em 2003, tendo sua base em Curitiba, o grupo interpreta a música antiga brasileira em instrumentos históricos e tradicionais da Europa, África Ocidental e Brasil.

Desde de 2003, o grupo tem se apresentado em vários estados brasileiros, com Ademir Mauricio (voz), Ana Paula Peter (flauta-doce e traverso), Orlando Fraga (teorba, bandura, viola tradicional e históricas), Paulo Demarchi (percussão, violas tradicionais), Rogerio Budasz (violas tradicionais e direção), e Sandro Romanelli (violino histórico e rabeca).

Dentro de uma concepção estética crioula, o grupo explora as conexões entre a música européia praticada no período colonial e as interações e modificações sofridas nesta época no Brasil, e resulta no surgimento de uma verdadeira música popular brasileira em fins do século 18.

O grupo tem trabalhado um repertório contido em fontes musicais até hoje pouco estudadas, tais como a música portuguesa para viola (guitarra barroca) do início do século 18 e o códice para saltério de Paranaguá, do começo do século 19. Procurando equilibrar forte conteúdo de pesquisa e com postura interpretativa mais livre, oriunda da tradição oral brasileira.

Neste contexto de natureza rítmico-harmônico-melódica que a contribuição musical de negros e brancos se revelou em nosso País, apresentando características determinantes de sobrevivência, o nascimento de uma “sonora” do Brasil que, analogamente àqueles primeiros descendentes, também poderiam denominar de “crioula”, por sua condição originaria e singular.

 

 
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Rio Branco-AC, 5 de agosto de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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