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Tião Maia * |
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Jogo bruto Conforme prometido em artigo anterior, este redator deveria escrever sobre as “obras” de governos passados e a relação delas com a figura do candidato da oposição ao Governo do Estado, mas mudei de idéia ao ler uma frase do Neném Prancha, mistura de torcedor e filósofo do futebol carioca. Segundo ele, se mandinga ou macumba influenciassem jogo e dessem resultado no futebol, o campeonato baiano acabava empatado. Com as devidas desculpas ao povo baiano - mas é impossível não associa-lo à cultura e às religiões afro-brasileiras -, valho-me hoje do futebol para falar de política, outra grande paixão nacional e notadamente do povo acreano. É que, no próximo dia primeiro de outubro, quando os brasileiros vão às urnas para decidir ou reafirmar seu futuro, no Acre estaremos vivendo uma situação delicada. O que estará em jogo é algo parecido com um time de futebol que está ganhando todos os títulos e o técnico resolve, sem ver nem pra quê, fazer experiências com o time reserva. Só que as aparências com o mundo do futebol ficam por aí porque o que está em jogo não é um perde-e-ganha qualquer. No futebol, como sabemos, uma vitória ou a derrota do nosso time do coração pouco ou quase nada altera em nossas vidas. O meu Vasco da Gama, por exemplo, quando se trata de decisões, está virando freguês do Flamengo e nem por isso o mundo tem caído na minha cabeça. Nem na minha nem na dos meus amigos vascaínos como Ocírodo Júnior, o Manuel Laécio ou o Luiz Antônio e outros que integram essa legião de sofredores. Mas, em se tratando da eleição, se o povo agir como aquele técnico capaz de mexer no time que está ganhando, todos nós vamos pagar o pato. O que está em jogo, portanto, é o nosso futuro, dos nossos filhos, dos nossos netos, das gerações que vêm por aí e para as quais todos nós temos a obrigação de procurar deixar o mundo um pouco melhor do que aquilo que encontramos. É nesse sentido que o eleitor não pode ir para a urna com a tranqüilidade de quem vai a um estádio de futebol. Homens e mulheres, jovens e adultos, enfim, as pessoas de bem deste Estado, precisam ficar atentos para o fato de que a candidatura das oposições, por sua falta de propostas e pelos grupos que a cercam, representa o time reserva ou algo como a seleção do Parreira, que foi à Alemanha de salto alto e pegou, como diz o acreano, uma bela “balsa” da Europa para cá. As pessoas de bem que amam este Estado e sonham com um futuro melhor não têm dúvidas: não dar para apostar num time de pessoas que querem ganhar o Governo para fazer negócios e que têm como paradigma de desenvolvimento o Estado de Rondônia, onde, no momento em que escrevo, estão sendo presas, por corrupção e outros crimes, pessoas como o presidente do Tribunal de Justiça e da Assembléia Legislativa, além de outras 20 outras autoridades não menos importantes. Um Estado cujos dirigentes estão atrás das grades pelas práticas comuns aos grupos que cercam o candidato das oposições no Acre. Esse pessoal faz parte de um time que, quando ganha, quem perde é o povo. O placar nunca acaba empatado porque o jogo deles é bruto. O melhor, portanto, é não facilitar e não permitir que este time entre em campo de novo. * Jornalista |
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