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POLÍTICA

Nova tonelagem para a BR-364

Governo atende pedidos do comércio do Juruá e aumenta peso permitido para o tráfego na rodovia

Ângela Peres
Peso máximo para tráfego na 364
passou de seis para 10 toneladas


Edmilson Ferreira

O Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) ampliou de seis para 10 toneladas o limite de carga por caminhão com três eixos na BR-364, no trecho entre Sena Madureira e Cruzeiro do Sul. Os caminhões menores podem levar até sete mil quilos de carga. A medida atende aos apelos das associações comerciais de Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. “Depois de avaliarmos, decidimos aumentar a tonelagem, o que facilitará o abastecimento daquelas cidades”, explicou Sergio Nakamura, secretário de Infra-Estrutura e diretor do Deracre.

Na visita que realizou no mês passado às cidades do Vale do Juruá, o governador recebeu várias solicitações nesse sentido. Camioneiros e comerciantes pediram que fosse ampliado o peso máximo permitido justificando que a estrada teria condições de suportar maior carga. Depois de estudar a possibilidade, o Deracre promoveu o aumento.

A BR-364 está reaberta ao tráfego de veículos pelo oitavo ano consecutivo, situação inédita desde que começou a ser construída, há mais de trinta anos. Cerca de 90% das cargas que ali passam são destinadas a Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul e são principalmente gêneros alimentícios como arroz, feijão e outros produtos de grande durabilidade. A menor parte das cargas refere-se a outras mercadorias, como artigos de vestuários e utensílios domésticos.

O governo federal tem colaborado muito para o asfaltamento e a recuperação das estradas do Acre, com ênfase na continuidade das obras da BR-364. O anúncio de previsão de novos recursos, de modo que a estrada esteja completamente concluída ao longo dos próximos anos, foi feito durante a festa de reabertura da BR, que contou com a presença de dezenas de camioneiros que aguardavam ansiosamente pela autorização de seguir viagem.

Os números envolvendo a 364 aumentam a cada ano: a garantia de liberação do tráfego da rodovia fez saltar, no ano passado, de pouco mais de três mil toneladas para quase 10 mil toneladas o transporte de material de construção desde Sena até as cidades ao longo da BR, o que constitui um poderoso indicativo de que há aquecimento comercial. As viagens de ônibus mais que dobraram nos últimos três anos e o número de veículos de passeio que utilizaram a rodovia entre 2003 e 2005 saiu de 1,2 mil para 2,6 mil veículos. Os dados apontam grande incremento no turismo naqueles municípios.

Epopéia – O governador Jorge Viana já classificou como “epopéia” a construção da 364 entre Sena e o Vale do Juruá. Tudo é muito difícil, desde o transporte de insumos à busca pela tecnologia que se melhor se adapta às advesidades do solo. A construção da BR-29 (BR-364), tanto quanto da EFMM, é um feito épico. E de efeitos muito mais visíveis e duradouros para a vida dos povos do antigo Guaporé. A BR-364 foi iniciada em Cuiabá a partir de decisão do presidente Juscelino Kubistchek. Na época, ficou determinada a construir a BR-29 ligando Cuiabá (MT) a Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC), abrindo o oeste brasileiro.

Tempos depois, a rodovia mudou de nome. “Fazer estrada ótima no Acre não é possível. Dá para fazer uma estrada mais ou menos por causa das dificuldades”, disse Viana.

 
 
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Rio Branco-AC, 5 de agosto de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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