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Mercado Velho
e Avenida Epaminondas Jácome recontam histórias de ordem
e prosperidade anunciadas no início do século passado
para Rio Branco |
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Em meio ao caos que se havia instalado ao longo dos anos de omissão e abandono, a Praça da Bandeira tinha perdido tudo, mas principalmente as referências históricas e os marcos de sua fundação. Erguida no Centro de Rio Branco, às margens do rio Acre, a Praça da Bandeira é o abrigo do Mercado Municipal de Rio Branco, rebatizado hoje de Mercado Velho, e de histórias cheias de interessantes e versáteis personagens - desde seu criador, o governador Hugo Carneiro, que decidiu construir o mercado, então um dos raros prédios em alvenaria de Rio Branco, para especialmente dar ares de modernidade à capital que dava seus primeiros passos rumo ao desenvolvimento, aos comerciantes que fizeram do lugar seu estandarte de vida. Várias dessas referências e marcos estão uns reconstituídos outros permanecerão como ruínas para que jamais esqueçam de seu período de vergonha: talvez o mais importante deles seja a base do Monumento à Bandeira, que após construído acabou batizando o local como Praça da Bandeira. Essa base foi preservada - mesmo de modo precário - ao passar das décadas pelo barbeiro Manoel Benício Arruda. No cantinho de sua barbearia, a base conseguiu ‘sobreviver’ aos tempos mais sombrios. O Monumento não será reconstruído. Permanecerá zelado como ruína, escombros de um passado que se deseja jamais voltará ao Acre conforme pareceria querer o barbeiro Manoel, já falecido. A base apareceu durante a demolição das centenas de barracos que se amontoaram na Praça através de esquemas de apadrinhamento eleitoreiro. “As pessoas tinham medo de entrar aqui”, lembra Ademar da Silva Filgueira, dono da Toca do Coelho, tradicional loja de produtos de umbanda. “A gente só ficava ali por necessidade”, afirma, mostrando a beleza de agora, construída na reconstrução dos detalhes em art décour do Mercado Velho, com seus lanternins e arcos recuperados e melhorados. Aliás, os arcos das entradas, timbres da arquitetura francesa em voga na época em que Carneiro decidiu construir o Mercado, também não estavam visíveis. Filgueira está feliz da vida porque está na expectativa de que as pessoas irão procurar mais intensamente os produtos oferecidos na Praça da Bandeira, atraídos pela arquitetura eclética que chama a atenção de longe, estando dentro ou fora dos prédios. A Praça e o Mercado, bem como a revitalização da Avenida Epaminondas Jácome, será inaugurado neste domingo, 6, às 17h30, como parte das comemorações do início da Revolução Acreana. A cerimônia terá apresentação de música clássica, retreta, queima de fogos e muita diversão para as famílias. O Mercado Velho teve sua obra original inicada em momentos distintos da administração estadual. A equipe de Eduardo Vieira, da Secretaria de Obras Públicas (Seop) se utilizou de fotografias antigas e relatos de comerciantes para recompor os detalhes do prédio. As obras foram realizadas com menor grau de dificuldade apenas na parte mais nova do Mercado, no espaço onde ficam lojas da Praça da Bandeira e da Praça dos Catraeiros. Com apoio do Governo, os comerciantes recuperaram as fachadas das lojas, as quais tiveram reestabelecido o desenho original. Todo o telhado dos prédios do Mercado foram reconstruídos com telha francesa, inclusive os lanternins, segundo explicou Eduardo Vieira. No interior do espaço mais novo do Mercado o governador lembrou que as pensões, os tradicionais restaurantes acreanos, foram substancialmente valorizados com a revitalização, que fazem parte de um pacote em que se inclui a Ponte do Mercado, que será entregue ao uso público em data ainda a ser definida. As bases da ponte e os barranco da margem no Segundo Distrito estão passando por reforço para resistir à possíveis movimentações do solo. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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