| COTIDIANO | |
Pesquisadora é assassinada em Sena Crime cometido no último domingo chocou a população da terceira maior cidade do Estado |
|
|
A pesquisadora alemã de nacionalidade portuguesa Vanessa Anabela Schaffer Siqueira (detalhe), 36, foi estuprada e morta a pauladas no último domingo quando entrevistava moradores da comunidade Toco Preto, na cidade de Sena Madureira. O copo de Vanessa foi encontrado na madrugada de segunda feira sem roupas dentro de um igarapé da região. O principal acusado do crime, o ex-presidiário Raimundo Nonato Rocha de Lima, mais conhecido como “De Manaus”, foi preso pela polícia do município e deverá ser recambiado para o presídio. Segundo testemunhas, ele foi visto próximo ao local onde a pesquisadora foi assassinada e tinha as roupas sujas de sangue. No meio do mato a polícia encontrou a calça jeans e o chapéu que Vanessa usava antes de ser morta. A estudante da Universidade de Costa Rica estava no Acre fazendo pesquisas para sua tese de pós-doutorado na área se ciências sociais. Ela desembarcou no Brasil no dia 26 de janeiro e estava na comunidade de Sena Madureira há dois meses. O local onde foi atacada fica a 36 quilômetros da BR-364 entre aquele município e Rio Branco. A amiga que auxiliava nas pesquisas, Elizandra Moura de Lima, estudante da Universidade Federal do Acre (Ufac), sentiu falta da pesquisadora no fim da tarde de domingo, quando percebeu que ela não havia voltado do seu trabalho de campo. Preocupada com o sumiço da colega, Elizandra chamou a polícia, que apesar das buscas não encontrou nada devido à falta de visibilidade no local. Ainda com a ajuda de pessoas da comunidade, a polícia encontrou o animal que a pesquisadora usava como condução, um pé do tênis, um boné sujo de lama e uma tábua manchada de sangue. No local havia ainda mato amassado com evidências de que alguém havia sido arrastado por ali. O fato só se confirmou na madrugada de ontem quando, a 300 metros do ramal da comunidade “Toco Preto”, o copo foi encontrado. Até a chegada dos peritos do IML, o local foi isolado pela polícia da cidade para evitar o sumiço de qualquer evidência. De acordo o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Monteiro, os agentes agiram com eficiência, faltando apenas o resultado das análises do IML para encaminhar o preso para a penitenciaria. O secretário que acompanhou pessoalmente o trabalho dos peritos disse que o acusado teria passado o domingo bebendo e brigando com a família, o que pode ter motivado a violência que usou para matar a pesquisadora. O corpo de Vanessa foi trazido ainda ontem para o IML da capital, sendo que o Estado e a Ufac se encarregarão do traslado para Portugal. |
|
|
|
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |