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POLÍTICA

Perpétua reforça campanha pelo voto aberto na Câmara

 


O fim do voto secreto na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi o foco central do discurso da deputada federal Perpétua Almeida (PC do B-AC), ontem, no pequeno expediente. A parlamentar defendeu, mais uma vez, a efetivação do voto aberto no Parlamento brasileiro.

A proposta já foi apresentada na Câmara pelo deputado federal Luiz Antonio Fleury e recebeu a adesão de diversos parlamentares no Congresso Nacional. No início deste ano, a deputada federal Perpétua Almeida trouxe para o Acre a campanha que coletava assinaturas dos cidadãos acreanos pedindo o fim do voto secreto no Parlamento nacional.

“É necessário que a Câmara dos Deputados retire o véu negro que encobre algumas falhas que acontecem aqui. Acredito sinceramente que o único que precisa ter resguardado o sigilo do seu voto é o cidadão brasileiro. Só a ele interessa em quem vai votar a cada eleição. Os parlamentares eleitos devem satisfação ao povo brasileiro. Eles não têm direito de se esconder atrás do véu negro do voto secreto”, enfatizou a deputada.

A mobilização da deputada federal Perpétua Almeida em prol do voto aberto no parlamento não é um trabalho recente. Quando foi vereadora em Rio Branco, um dos primeiros projetos que ela apresentou foi o de acabar definitivamente com o voto secreto na Câmara Municipal. A proposta teve efeito positivo para o Poder Legislativo em Rio Branco e influenciou sobremaneira a Assembléia Legislativa do Estado que também extinguiu o voto secreto.

“Todo mundo lembra que não houve cassações dos envolvidos no mensalão porque o voto foi secreto. Se continuarmos com o voto secreto nesta Casa também escaparão da cassação todos aqueles que se envolveram no processo dos sanguessugas, usando recursos que seriam destinados para postos de saúde e hospitais brasileiros”, ressaltou Perpétua Almeida na Câmara dos Deputados.

Ela disse ainda esperar que o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, consiga convencer os líderes e o plenário do Parlamento a tomar a decisão do fim do voto secreto. “Essa é uma obrigação nossa e um direito do cidadão brasileiro saber como se comportam seus parlamentares.”

 
 
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Rio Branco-AC, 5 de setembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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