COTIDIANO
Acadêmicos da Ufac temem possível greve dos professores

 


Whilley Araújo

Grande parte dos alunos da Universidade Federal do Acre (Ufac) já está preocupada com uma possível greve dos professores da instituição, levando em consideração que os docentes já informaram que irão suspender as atividades por 24 horas no próximo dia 13 em protesto contra o governo federal.

De acordo com a acadêmica do curso de Letras Melina da Silva, muito se tem falado nos corredores da universidade sobre a possível greve dos docentes, mas ainda não foi repassada uma informação oficial aos estudantes, que temem ter o ano letivo prejudicado devido à paralisação dos professores.

“A torcida da maioria dos alunos é para que o ano letivo tenha seqüência, pois as greves servem apenas para atrasar a vida dos acadêmicos, que buscam se formar o mais rápido possível, para em seguida ingressar no mercado de trabalho. Nos desentendimentos entre trabalhadores e governo, quem sempre sai perdendo é a classe estudantil, que nada tem a ver com essas discussões”, salienta Melina.

Cursando o terceiro período do curso de Economia, Arthur de Carvalho lembra que, no período em que ingressou na Ufac, a instituição acabara de pôr fim a uma greve de professores, mesmo assim os prejuízos da paralisação foram sentidos pelos calouros.

“Normalmente, quando é deflagrada uma greve que se estende por muitos dias ou meses, todo o planejamento letivo da academia é prejudicado, sendo necessário haver aulas em horários não programados e até durante o final de semana, para que seja cumprido o calendário acadêmico. É uma correria grande que desgasta muito os alunos, por isso esperamos que essa greve não aconteça”, destaca.

Outro acadêmico, Maxwel Alves, do curso de Letras, entende a greve como um instrumento que o trabalhador tem de lutar por melhores condições de trabalho, mas avalia que as últimas paralisações de docentes não resultaram em grandes conquistas para a classe. “Torcemos para que haja um acordo imediato entre o governo federal e os professores, pois não queremos atrasar ainda mais a nossa graduação por causa de desentendimentos políticos”, ressalta.

 

 
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