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Do Editor |
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Abra os olhos Muita gente ainda não tomou consciência de que é parte integrante na manutenção dos mananciais do Estado. Tem gente que sequer despertou para o tamanho de sua importância nas mudanças que ocorrem todos os dias no mundo e que exigem a tomada de ação de cada cidadão que respeita o semelhante. Nesse caso também entra o meio ambiente, com seus recursos naturais e toda a vida que ainda pulsa na terra, no ar e na água. E, por falar em água, chegamos ao um ponto importante que é a sobrevivência do rio Acre, o velho afluente que amarga o descaso da população e a degradação patrocinada pelos moradores que habitam suas margens. Não é de hoje que as autoridades do meio ambiente alertam para a necessidade de preservação desse manancial. No entanto, os ouvidos continuam moucos e os olhos cegos à realidade explícita de que, se a situação continuar como está, em breve os filhos dessa geração vão conhecer as águas barrentas do rio histórico acreano apenas por fotografias. O argumento não é exagero. Exagero é poluir um afluente que serve para abastecer toda uma cidade. Exagerada é a ação de alguém que, achando pouco a poluição que já existe, resolveu extrapolar os limites da falta de educação e jogou um cachorro morto na água que serve para abastecer as torneiras de milhares de casas. Na verdade, nesse caso, o grande espanto não está exatamente na poluição da água, que vai receber tratamento antes de ser distribuída, mas na atitude de alguém que demonstra claramente sua falta de educação e evidencia que nada aprendeu mesmo depois de ter se levantado e caminhado sobre as duas pernas. |
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