COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
POLÍTICA

Academia Acreana de Letras comemora 70 anos em novembro

Data será celebrada com sessão solene no Palácio Rio Branco

Regiclay Saady
Clodomir Monteiro é o presidente
da Academia Acreana de Letras


Whilley Araújo

A Academia Acreana de Letras (AAL) comemora 70 anos no próximo dia 17 de novembro. Para celebrar a data, será realizada uma sessão solene no Palácio Rio Branco, na mesma sala onde foi fundada a entidade. A programação alusiva ao aniversário inclui também o lançamento de uma revista com informações e trabalhos da Academia no Estado.

Em 1967, quando a AAL comemorou 30 anos, as festividades também aconteceram na mesma sala do Palácio Rio Branco, por meio de organização do presidente da entidade na época, juntamente com Jorge Kalume e Omar Sabino de Paula, que governavam o Estado.

O atual presidente da AAL, Clodomir Monteiro, comenta que o pouco conhecimento que a população tem sobre o trabalho da Academia é considerado normal, pois ela não é popular no sentido de ser divulgada no cotidiano das pessoas em todo momento.

“No entanto, é uma entidade profundamente adensada na sociedade e em suas categorias, levando em consideração que para entrar na Academia a pessoa é convidada, mas depende também da votação dos pares, onde se escolhe os melhores com as mais destacadas produções literárias”, salienta Clodomir.

Segundo ele, a AAL é um modelo, que deve funcionar como um lugar de pesquisa, com um grande acervo de obras onde os estudantes possam ir para conhecer, estudar e compreender a vida de grandes acreanos que deixaram uma produção para sempre. “Membros esses da AAL que são imortais”, frisa.

Ao se referir à data, ele diz que não foi por acaso que os fundadores da Academia escolheram o dia 17 de novembro. “A completude de um povo, como Estado ou nação configura-se através da ocupação de dois espaços: o geopolítico e o cultural. Não há nação sem povo e território geopolítico, todos resultam da identidade do outro espaço, sempre em construção”, destaca.

A data de aniversário da AAL coincide com a assinatura do Tratado de Petrópolis, que comemora em 2007 104 anos. De acordo com Clodomir, faz parte da territorialidade que o imaginário acreano, através da AAL, vem cultivando nesses 70 anos. Na fundação da Academia Acreana de Letras, Paulo Bentes lembrava que era preciso que saibam lá fora que o Acre, com a maior das bravuras, teimou em ser brasileiro, lavando com sangue heróico as suas barrancas. História essa que foi contada este ano pela Rede Globo de Televisão, na minissérie intitulada “Amazônia - de Galvez a Chico Mendes”, baseada em uma obra da escritora acreana Glória Perez.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 5 de outubro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A