VARIEDADES

‘Proibido Proibir’, de Jorge Durán, no Cineclube Aquiry

Filme narra a história de amor e amizade de três jovens que enfrentam os conflitos morais e éticos de um triângulo amoroso

 


Três jovens universitários - Paulo (Caio Blat), Letícia (Maria Flor) e Leon (Alexandre Rodrigues) - enfrentam os conflitos morais e éticos de um triângulo amoroso. Ao mesmo tempo, a vida universitária os leva a misturar-se com os problemas da realidade que os circunda, nos quais tentam intervir, com conseqüências dramáticas. Este é o fio condutor do filme Proibido Proibir, do roteirista, diretor e professor universitário de cinema Jorge Durán, em exibição hoje, às 19 horas, no Cineclube Aquiry, na Usina de Arte João Donato. Para quem é cinéfilo de carteirinha ou um curioso da Sétima Arte, a sessão é imperdível, pois contará com a presença de Jorge Duran, que após a exibição irá debater o filme com a platéia.

“Proibido Proibir”, que ganhou dezoito prêmios, conta com um extraordinário argumento, roteiro e direção do cineasta chileno-brasileiro Jorge Durán, que está em Rio Branco como professor de Dramaturgia do Curso de Cinema e Vídeo da Usina de Arte João Donato, sob a coordenação do governo do Estado, através da Fundação Elias Mansour.

Jorge Durán vive desde 1973 no Brasil, onde trabalhou no cinema primeiro como roteirista (escreveu, entre outros, o roteiro de “Pixote”). Seu primeiro longa-metragem como diretor, “A cor do seu destino”, filmado em 1986, ganhou vários prêmios.
Em “Proibido Proibir”, Durán narra a história de amor e amizade de três estudantes universitários do Rio de Janeiro que se vêem diante de episódios de violência e corrupção policial de seu país. Paulo (Caio Blat) e León (Alexandre Rodrigues, um dos atores de “Cidade de Deus”), estudantes de medicina e sociologia, respectivamente, são amigos inseparáveis e dividem seu apartamento.

Paulo se apaixona pela namorada de León, Leticia (María Flor), e uma difícil situação de triângulo amoroso é produzida no momento em que os três, tentando ajudar os filhos de uma paciente gravemente doente, deparam-se com a violência das favelas e da corrupção policial. Para Durán, seu filme pode ser visto como “uma espécie de reflexão sobre a ética de certos jovens”. Ele afirmou que sua intenção não era “transmitir uma mensagem, mas simplesmente contar uma história” com o filme.

Jorge Durán

Nasceu no Chile, em 1942. É roteirista, diretor e professor universitário. Iniciou com o teatro e, em 1965, ingressou na Faculdade de Artes Cênicas da Universidade do Chile, formando-se ator. Nos anos seguintes, foi assistente de direção de filmes como Estado de Sítio, de Costa Gravas. Com o Golpe Militar no Chile, em 73 passa a viver no Brasil, onde realiza o seu primeiro longa-metragem como diretor, A Cor do seu Destino (1986). O filme recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Ficou conhecido pelos roteiros de Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (1977), Pixote, a lei do mais fraco (1981) e O beijo da mulher-aranha (1984), os três dirigidos por Hector Babenco. Também roteirizou Gaijin, Caminhos da Liberdade (1979), de Tizuka Yamasaki. Em 2006, finalizou Proibido Proibir, trabalho marca a volta de Durán à direção depois de vinte anos.

Prêmios de Proibido Proibir

- Melhor Filme, no Festival de Biarritz.
- Prêmio Especial do Júri no Festival de Havana.
- Melhor Filme no Festival de Viña del Mar.
- Melhor Diretor no Festival de Valdivia.
- Ganhou 3 Lentes de Cristal no Festival de Cinema Brasileiro de Miami, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Caio Blat).
- Margarida de Prata 2006.
- Prêmio Cine En Construcción, no Festival de San Sebastián, para finalizar o filme na Espanha.
- Prêmio SIGNIS 2005, para ajudar na finalização na Espanha.

SERVIÇO
Cineclube Aquiry – Usina de Arte João Donato - Avenida das Acácias, n. 01 – Zona A – Distrito Industrial – 3229-6892- Entrada franca.

 

 
 
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Rio Branco-AC, 5 de outubro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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