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O II Festival da Castanha de Brasiléia foi temperado com o resultado dos produtores que comemoram os avanços conquistados com a valorização do produto, e com a Usina de Beneficiamento da Castanha que esta funcionando há dois meses. Com uma população estimada em 17 mil habitantes, Brasiléia vive do extrativismo da castanha, do látex, da agricultura de subsistência e da pecuária. Com o Festival da Castanha o turismo também torna-se um forte aliado na economia. “Este tipo de evento reúne todo o trade turístico, que vai desde o ambulante a hotelaria. Tem pessoas que estão vindo pela primeira vez ao município e com certeza vão voltar. Não é só um evento gastronômico, os expositores fazem negócio, trocam experiências, conhecem novas técnicas e com isso se fortalecem”, explica Alex Lima, gestor da área de Turismo do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas(Sebrae) no Acre, que é realizador do evento, junto a prefeitura de Brasiléia e o Governo do Estado. A prefeita do município, Leila Galvão, ressaltou em seu discurso de abertura do II Festival da Castanha, a importância das parcerias para garantir a qualidade do evento. “O Sebrae e o Governo do Estado são apoiadores fundamentais deste desafio. O objetivo maior é que a população conheça o valor nutricional, o potencial, a importância da castanha. Hoje nos temos 38 famílias trabalhando COPERACRE e procuramos melhorar a infraestrutura para acolhermos mais gente”, diz. A proposta de se fazer o festival surgiu com o Projeto Rotas Turísticas do Sebrae no Acre, em um acordo assinado há quatro anos com a prefeitura de Brasiléia e o Governo do Estado. O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Acre, Fernando Lage, acompanhou o evento, e ressaltou o compromisso da entidade no desenvolvimento da região. “O Sebrae vive de desafios, nos pegamos estes desafios e transformamos em realizações, estamos felizes em poder trazer o que tem de melhor para Brasiléia e é com este princípio que temos a responsabilidade de sempre aprimorar nossos serviços”. Mãos a obra – Mais de 80 profissionais estiveram envolvidos direta e indiretamente no festival, que tem um custo estimado em R$ 33 mil. Com o crescimento do evento, novidades surgiram. Este ano foram incluídos na festa o concurso de redação, que envolveu todas as escolas do Alto Acre. “É importante que as crianças e adolescentes conheçam um pouco mais sobre o símbolo do Estado, fiquei surpresa com as pesquisas apresentadas” informou a prefeita. Bom apetite – Em um momento dedicado aos sabores proporcionados pela castanha, o concurso gastronômico elegeu os três melhores pratos a base da fruta, que foram comercializados durante o festival na praça de alimentação. O ganhador de 2005, a Muqueca Acreana do restaurante Peixaria do Rogério, foi apresentado no Salão de Turismo deste ano e ficou entre os melhores. Um evento onde circularam em média 220 mil pessoas, na grande São Paulo. Lugar garantido -O Festival de Castanha ganhou seu espaço no calendário turístico-cultural do Estado e deve acontecer sempre no mês de outubro que é mês de safra da castanha , mostrando ao Acre uma perspectiva de fortalecimento econômico, mas, principalmente, apostando em um desenvolvimento que valoriza sua história e sua gente. Biojóias são vendidas em butique de Cruzeiro do Sul Sandra Assunção Da venda nas calçadas até as butiques chiques. Este foi o caminho percorrido pela artesã Silvângela Maria da Silva. Nas vitrines da butique Íris Tavares em Cruzeiro do Sul, os manequins com vestidos, camisas e camisetas de grifes mundialmente famosas, ostentam colares, pulseiras e brincos de sementes de açaí, mulungú, paxiubão, mucuna e fibra de buriti feitos por ela . O rústico e o elegante que se completam. Silvângela faz artesanato desde 2000, depois de vários cursos no Sebrae, como de designe, ela se profissionalizou e hoje é um caso de sucesso no artesanato cruzeirense. Artesanato profissional Silvângela conta que no começo vendia peças para amigas, de casa em casa, nas feiras ou mesmo nas “calçadas da vida”. “Nosso artesanato era visto como uma coisa de hippies, que poucas pessoas usavam”, lembra ela. Acreditando no próprio potencial e criatividade Silvângela passou a buscar cursos para melhorar a qualidade das peças que fazia. No Sebrae encontrou o que procurava. “No curso de design aprendi a fazer peças mais delicadas, a ver o que o a clientela queria. Valorizei meu trabalho, aprendi a formar preço”, relata ela. Em junho deste ano Silvângela e um grupo de artesãs abriram uma loja de artesanato. Cada uma vende o que produz: cestaria, cortinas e biojóias. Ela foi mais além: passou a expor suas peças nos hotéis da cidade. Por meio de um programa de TV local, a empresária Íris Tavares conheceu o trabalho de Silvângela e passou a comprar as peças dela. “Para a Íris faço peças exclusivas e mais chiques. Me sinto orgulhosa de ver meus colares e brincos junto com estes vestidos de grife. O que antes era bijuteria de semente agora é biojóia e valorizado como tal”, relata Silvângela. Sebrae e o artesanato O projeto de artesanato do Sebrae trabalha com cerca de 60 artesãos em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Há o grupo de fibras e o de sementes. Os artesãos do Rio Crôa se destacam pela produção de cestaria, capa de almofadas e outros utensílios feitos com fibras de buriti e carrapicho. Com biojóias de sementes há vários grupos trabalhando. Todos passaram por cursos de industrialização de sementes, uso de pigmentos naturais, designe, formação de preços e associativismo. Nas três cidades há associações formadas. Durante a Expoacre Juruá 2006 em agosto, o artesanato do Projeto Sebrae foi destaque tanto pela criatividade e beleza das peças como em vendas. Foram mais de R$ 20 mil e as encomendas não param. A gestora do projeto, Laíz Mappes, diz que o artesanato do Vale do Juruá tem um diferencial que valoriza as peças “È a mistura de fibras com sementes que dão um toque regional ás nossa peças”, conclui Mappes. |
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E x p e d i e n t e : |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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