COTIDIANO

Suspeita de dengue leva jovens infratores ao pronto-socorro

Doze adolescentes foram atendidos com suspeita da doença

 


Renata Brasileiro

Um possível alastramento de dengue pode ter chegado à Unidade de Internação Provisória – na antiga Papudinha - onde permanecem 107 jovens infratores do Estado. A informação veio à tona quando sucessivas entradas de alguns dos internos foram sendo registradas no pronto socorro de Rio Branco, todos com os mesmos sintomas de febre, dor de cabeça e mal estar provocado por fraqueza do corpo.

“Ainda não temos o resultado dos exames, que deverá sair em três dias. Mas pelos hemogramas já temos quase a certeza de que se trata de dengue, sim”, disse a representante do núcleo de Vigilância Epidemiológica, Nívea Guedes.

Os internados começaram a ser levados para o pronto socorro na sexta-feira. Durante todo o sábado e domingo muitos deles continuaram sendo transportados para receberem assistência.

Assim que foram examinados, alguns adolescentes permaneceram em observação no hospital para que os médicos se certificassem do grau de gravidade que cada um apresentava. Todos estavam com estado sob controle e foram mandados de volta para a unidade, enquanto que uma coordenadora deles, com os mesmos sintomas, teve que ser internada.

Na manhã de ontem, homens da vigilância epidemiológica foram à unidade aplicar veneno em áreas que podem ser o foco da endemia. Os técnicos também visitaram a parte interna do local para buscar outros meios adotados por mosquitos da dengue para reprodução. “Ás vezes ele se reproduz até no ralo do banheiro. É preciso ter muito cuidado”, disse um dos técnicos.

A água do açude que fica a cerca de um quilômetro da pousada foi coletada para exame. O foco também pode vir de lá. O certo é que todas as alternativas de reprodução da larva estão sendo analisadas para que a endemia não ponha em risco à saúde dos internos, informou a própria direção da unidade.

Técnicos de enfermagem foram acionados para manter situação sob controle

Todas as providências necessárias para manter a situação sob controle foram tomadas, segundo a gerente da unidade, Ângela Fontes. Ela disse que dois técnicos de enfermagem foram acionados para irem à pousada observar durante todo o dia a reação daqueles que apresentam os sintomas da endemia. “Esse regime de plantão foi uma necessidade que encontramos, pois o Estado tem a obrigação de cuidar bem da saúde de todos os adolescentes que estão aqui”, informou.

Até a manhã de ontem, o foco da dengue não havia sido encontrado na unidade ou na região, segundo a gerente. Mas as buscas continuam para evitar que mais internos venham a ser picado pelo mosquito. “Estamos fazendo tudo o que precisamos fazer”, reforçou.

 

 
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Rio Branco-AC, 6 de fevereiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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