POLÍTICA

Homossexuais na Assembléia

Naluh recebe solidariedade de homossexuais por conta dos ataques recebidos através da rede Boas Novas

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Deputada Naluh Gouveia apresentou proposta que beneficia homossexuais
nas questões previdenciárias


Juracy Xangai

A deputada estadual Naluh Gouveia (PT) recebe às nove horas da manhã desta terça-feira na Assembléia Legislativa uma carta de apoio e solidariedade da Associação de Homossexuais do Acre (Ahac).

A manifestação acontece por conta dos ataques rece3bidos pela deputada através de programa veiculado por uma repetidora local da Rede Boas Novas, de orientação evangélica, buscando ridicularizar o projeto de lei estadual no qual ela propõem o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo.

“O que houve, na verdade, foi uma deturpação proposital do projeto de lei numa clara de homofobia e preconceito, além de acrescentar em seus comentários coisas que simplesmente não existem na proposta original da lei, que apenas faz reconhecer a convivência entre pessoas do mesmo sexo. Fato este que vem sendo reconhecido pelos tribunais de justiça de vários estados do Brasil e em muitos paises do mundo”, protestou Germano Marino presidente da Ahac.

Germano lembra que deste 1994 a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou da Classificação Internacional de doenças, a homossexualidade. Oficialmente, deixou de considerar o comportamento homossexual como um desvio ou transtorno comportamental, também declara que não é uma doença nem qualquer tipo de perversão. Desta forma, a OMS, principal instrumento da Organização das Nações Unidas (Onu) reconhece que não há diferença entre ser homossexual ou heterossexual, ou seja, que ambas orientações sexuais podem ser vivenciadas de maneira saudável e construtiva.

O que, aliado às lutas dos movimentos homossexuais pelo reconhecimento de seus direitos, em alguns países estes já conseguiram e outros estão prestes a garantir a plenitude de seus direitos, inclusive à união civil (casamento).

Na nota enviada pela associação, à imprensa, a Ahac declara que é necessário dar um basta ao preconceito promovido e sustentado por atitudes homofóbicas de grupos isolados que não tem qualquer comprometimento sério com o Acre. Grupos que consideram homossexuais como seres diabólicos, desrespeitando a própria humanidade dessas pessoas, promovendo, até, perseguições a pessoas dignas, cumpridoras de seus deveres. Preconceito que é um ato criminoso devidamente penalizado em lei.

 
 
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Rio Branco-AC, 6 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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