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Para Fonteles, julgamento sobre células-tronco não tem nada a ver com religião |
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Brasília - O ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, disse ontem que o julgamento da ação que pede a inconstitucionalidade das pesquisas com células-tronco extraídas de embriões é o maior da história do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Fonteles, que entrou com a ação em 2005, os argumentos utilizados até agora são estritamente jurídicos. “Todos os advogados [que fizeram exposições] disseram com clareza que esse julgamento não tem nada de religião”, avaliou. “O início da vida tem de ser respondido em termos objetivos”, defendeu o ex-procurador-geral da República. “Deixar a questão em aberto seria celebrar o caos.” O presidente da Frente Parlamentar Contra o Aborto, deputado Luiz Bassuma (PT-BA), também atribuiu grande importância ao acontecimento. “Esse é o julgamento mais importante de todos os tempos no Brasil”, disse. E para o deputado Luiz Bassuma, será justamente a “origem da vida humana” que será definida pelo STF. Assim como Fonteles, Bassuma acredita que utilizar células-tronco de embriões é matar seres humanos. Para o ex-procurador-geral, os embriões congelados há mais de três anos, que serão descartados caso as pesquisas com células-tronco embrionárias sejam consideradas inconstitucionais, deveriam ser oferecidos para adoção. “Existem muitas famílias que gostariam de adotar um embrião e assim ter filhos”, alegou. (Agência Brasil) |
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