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Senador defende apuração de denúncias na CPI das Ongs Sibá Machado diz que senadores não devem perder o foco |
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Ao participar na manhã ontem da reunião da CPI das Ongs que ouviu o ex-dirigente da Unitrabalho, Jorge Lorenzetti, o senador Sibá Machado (PT-AC) disse que o parlamento sempre perde quando os rumos de uma CPI são desviados por disputas políticas. “Tivemos uma experiência muito ruim no Senado Federal com a CPI dos Bingos, onde abrimos demais o leque de investigação e acabamos não investigando com profundidade a questão da ligação de casas de bingo com o crime organizado e com a promoção da sonegação fiscal”, explicou. Sibá Machado disse que Jorge Lorenzetti foi chamado na CPI exclusivamente porque foi acusado de ter envolvimento com a compra de um dossiê que favoreceria o PT e conteria informações destinadas a prejudicar a imagem dos candidatos do PSDB nas eleições de 2006. “Temos certeza que a oposição quando aprovou o requerimento que convocou Jorge Lorenzetti não queria saber a relação que ele tinha com a Ong Unitrabalho, ong que é objeto desta investigação, mas sim trazer novamente para os holofotes da mídia um assunto que a polícia federal já investigou. Além disso, segundo temos conhecimento, não pesa sobre Lorenzetti processo algum”, esclareceu Sibá. Durante o depoimento, Lorenzetti negou que tenha feito qualquer tipo de intermediação junto ao governo Lula no sentido de solicitar recursos federais para a entidade. Ele também negou participação na elaboração de projetos em comum acordo com o Palácio do Planalto, no período em que foi integrante da Unitrabalho. “Fui acusado de usar dinheiro da Unitrabalho para fabricar um falso dossiê. Gostaria de dizer que tenho em minha defesa um documento do Ministério Público de São Paulo, que fez a investigação sobre possíveis desvios de irregularidades nas contas da entidade e não encontrou uma prova sequer de aportes de dinheiro para uso outro, que não, da própria ONG”, defendeu-se Jorge Lorenzetti . Para o senador Sibá Machado, a oposição quis tumultuar a reunião quando o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, tentou constranger o depoente oferecendo por escrito um pedido que solicitava a autorização para a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lorenzetti. “Pela legislação que rege as CPIs não é permitido o pedido de quebra de sigilo de depoentes que estão na comissão na condição de testemunhas, como era o caso de Lorenzetti. Mas o que mais irritou a oposição foi quando Jorge não se negou a fornecê-los e, apesar de não assinar o pedido formulado por Arthur Virgílio, revelou que já teve seus sigilos quebrados pela Polícia Federal, pela Receita Federal e por companhias telefônicas. “Os dados foram disponibilizados na CPMI que investigou a Máfia das Ambulâncias e nada foi encontrado que o incriminasse”, disse o senador governista. (Assessoria parlamentar) | |
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