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Verônica Padrão apresenta nova edição do “História Cantada” |
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Pernambucana, dona de uma voz conhecida do público acreano, Verônica Padrão se prepara para mais uma apresentação especial no show “História Cantada”, que acontece nesta sexta-feira, 8, no restaurante Pão de Queijo, na Via Chico Mendes, a partir das 20h Há 17 anos no Acre, 16 deles cantando, Verônica como educadora realizou projetos com jovens e adolescentes, intitulado Querido Diário - um musical temático sobre conflitos entre pais e filhos. Outro trabalho nessa linha foi o “Cantigas de Liberdade”, com jovens da Casa de Internação Mocinha Magalhães, Pousada do Adolescente e Casa Reviver. Em 2000, brindou o público com o grupo Pimenta de Cheiro, com o show “Forrofiando na Tentâmen”. No projeto “Senadinho Musical” protagonizou junto a músicos locais, cantando choros nos fins de tarde. No “Toadas Amazônicas” se consagrou ainda mais como uma cantora de grande talento. Este ano, a artista aposta em espaços como restaurantes e bares para apresentar antigas e novas performances. Inspirada no livro “Mulher brasileira - uma história cantada”, ela criou um show dedicado a mulher. Em conversa com a Agência de Notícias do Acre, ela comenta sobre o trabalho. São dezesseis anos de carreia musical só no Acre. Quando começou sua trajetória profissional? Eu comecei desde pequena, em Fernando de Noronha, participava de programas infantis em Recife, como o “Gurilandia Show”. Nele tive oportunidade de ainda criança ver o Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, que foram minhas influências. Além desses cantores nordestinos, outros de outras regiões também serviram de influência? Serviram sim. Eu não morei só no Nordeste, andei passeando por alguns Estados do Brasil, no Acre estou há dezessete anos, dezesseis só de música. O que faz parte do meu repertório hoje é a música regional, da Amazônia. E esse show dedicado às mulheres? Esse show foi dedicado a um projeto contemplado pela Lei de Incentivo a Cultura do município, que apresentamos em 2004 e 2005. Agora estamos reeditando, aproveitando as oportunidades e espaços. Já fizemos um trabalho nesse mesmo espaço, que é o restaurante Pão de Queijo da Via Chico Mendes e na rua Nações Unidas com o especial ao Pixinguinha. Todos deram muito certo. Como surgiu a proposta do show? Foi a partir do livro que ganhei da assistente social Nélia, que é minha amiga. Ela me presenteou em 1996, com “Mulher brasileira - uma história cantada”, de Rosiska Rodrigues. É uma obra que faz a análise da ascensão social da mulher desde o final do século XIX e XX, e acompanha essa história através de compositores da música brasileira. Quando li a cabeça começou a viajar e resultou no show “História Cantada”, que tem o texto da Florentina Esteves, “A prostituta do Beco do Mijo”, que será interpretado pela atriz Regina Claudia e textos que serão lidos pelo ator Cleber Barros. Quem mais te acompanha nesse trabalho? Estamos com três convidados especiais. Cláudio Roberto interpretará uma música do Cazuza, o Paulo fará uma música que no primeiro show foi interpretada por Diogo Soares, e minha filha Maíra, canta a música Pagú. Os músicos são James Fernandes (violão e baixo), Nilton Castro (teclado), Valdir Gavião (bateria) e Sandoval Franco (saxofone). Esse show será apresentado em outro momento? Apresentaremos também no próximo dia 15, no mesmo local e pretendemos levá-lo à Porto Velho, devido a um convite que surgiu. Quais seus projetos profissionais? Pretendo continuar com esse passeio por espaços em restaurantes, bares. Estou tentando viabilizar a possibilidade das pessoas que não vão ao teatro para assistir o show porque não gostam da limitação de não poder apreciar o show e comer, tomar alguma coisa, e o restaurante possibilita isso. É uma oportunidade para outros artistas também fazerem a mesma coisa. (Agência de Notícias do Acre) |
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