COTIDIANO

Artesãos comemoram Dia das Mães com feira ao ar livre

Evento é um dos primeiros realizados por cooperativa

 

Andréa Zílio

Fundada em agosto de 2004, a Casa do Artesão, antes administrada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer (Setul), desde fevereiro deste ano está sendo coordenada pelos próprios artesãos que fazem dela, uma verdadeira vitrine do artesanato acreano. Um dos primeiros eventos da nova administração no calendário de datas comemorativas acontece de 8 a 11 deste mês, com a Feira de Artesanato e Comidas Típicas do Dia das Mães, na rua Arlindo Porto Leal (atrás do Memorial dos Autonomistas).

São 122 artesãos que expõem na Casa e integram a Cooperativa de Produtores e Serviços Econômicos e Solidários do Acre (Cooesa), presidida por Fátima Taborga. A nova administração representa um passo ainda mais sólido do artesanato no Acre, que recebeu a ajuda do Governo do Estado para iniciar a proposta da Casa do Artesão, e agora é dirigido pelos próprios profissionais que fazem dessa arte, um negócio promissor. “Aqui não temos patrão, todos que são cooperados participam da administração da Casa. Revezamos no trabalho dividindo tarefas”, conta o administrador do espaço, Carlos Taborga.

A substituição dessa responsabilidade em gerenciar a maior vitrine do artesanato no Estado é estratégica no fortalecimento do setor. Mas a ajuda continua, e nesta Feira a Setul, a Secretaria de Comunicação e mais a prefeitura de Rio Branco e o Sebrae, mantêm o apoio.

De colares, cestas, sapatos a camisas com estampas das belezas do Estado, a variedade, qualidade e criatividade sãos utilizadas para conquistar o cliente. “A idéia no Dia das Mães é incentivar esse mercado, conscientizar as pessoas que o artesanato é uma obra de arte que precisa ser divulgada e valorizada. Temos muitos produtos de qualidade”, afirma Antonio Alcântara, fotógrafo e integrante da cooperativa.

Um novo mercado - Acreditando nos produtos que confeccionam, os artesãos também apostam no evento que inicia na quita-feira e termina no domingo, sempre das 14 às 22 horas.

A feira de artesanato também deve reunir comidas típicas e sintetiza tudo o que é produzido no Acre, afinal, são produtos de várias cidades que também são exibidas na Casa do Artesão. “É uma oportunidade da população assimilar que temos bons produtos, feito a partir do que a floresta proporciona. Podemos sobrevier da floresta sem devastá-la”, ressalta Carlos Taborga. (Agência de Notícias do Acre)

 

 

 
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Rio Branco-AC, 06 de maio de 2008
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