| OPINIÃO | ||
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Siba Machado * |
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| Acre e Rondônia: por uma nova relação política Em primeiro lugar quero agradecer à senadora Fátima Cleide (PT/RO) e toda a comitiva de Prefeitos, vice Prefeitos, Vereadores, empresários, sindicalistas e pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia pela visita ao Acre feita no dia 02/06/2007, com o objetivo de ver de perto as nossas experiências em energia renováveis e também um pouco de nossas ações de governo. Faço estes agradecimentos em nome de todos os dirigentes da Frente Popular do Acre (FPA) com nossos votos de estima e admiração ao empenho da senadora. Tradicionalmente as populações de Acre e Rondônia tecem comentários pouco amistosos entre si desde a ocupação dessas terras durante as primeiras expedições de exploração da borracha no final do século XIX. As coisas aqueceram ainda mais com o debate sobre a posse das terras da ponta do Abunã nas décadas de 1980 e 1990, até a decisão do Supremo Tribunal Federal de acordar que a ponta do Abunã pertence ao estado de Rondônia. Desde então, o debate seguiu na direção da forma de desenvolver a economia, de governar e de fazer política. Atualmente o estado do Acre, ajudado pelo governo do presidente Lula, tem se inserido na pauta nacional e feito o seu “dever de casa” para atrair as atenções e investimentos necessários ao nosso desenvolvimento dentro dos propósitos da sustentabilidade ambiental, social e econômica. Nesta direção, tivemos nos dois mandatos de governo de Jorge Viana os investimentos de base em infra-estrutura, educação, serviço e servidores públicos, cidadania acreana e fortalecimento institucional, além dos primeiros passos para a industrialização. O governo de Binho Marques aponta para o aperfeiçoamento desses processos e nos abre as portas para um novo modelo no qual a comunidade será envolvida diretamente no projeto inclusive como proprietária dos meios de produção e das rendas: o PPC (Participação Pública, Privada e Comunitária). Em geral, o nosso projeto sócio-político-econômico objetiva colocar o Acre de frente para o Brasil, a Bolívia, o Peru e a Ásia através da BR 364 e da BR 317, que nos ligará ao litoral do pacífico pela rodovia transoceânica. O governo federal está implantando o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) que prevê investimentos na ordem de R$ 500 bilhões em infra-estrutura urbana, transporte e energia. Quanto à energia, o PAC determina a exploração do gás de urucum para gerar energia elétrica em Manaus-AM; a construção da hidrelétrica de Belo Monte em Altamira-PA; a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio em Porto Velho-RO. Mesmo não constando no PAC, já há projetos governamentais para a construção dos linhões de transmissão ligando Tucurui-PA a Manaus-AM, com linhas para Boa Vista-RR e Macapá-AP. Já temos a ligação Porto Velho-RO a Rio Branco-AC e está em construção o último trecho entre Porto Velho-RO a Cuiabá-MT. Além disso, os rondonienses reivindicam o gasoduto de Urucum-AM a Porto Velho-RO para a usina térmica que atualmente nos fornece energia elétrica. Paralelamente aos projetos do PAC do governo federal, temos a corrida por combustíveis renováveis (etanol e biodiesel) no Brasil e no mundo, fontes estas que casam perfeitamente em todos os estados de nossa federação e, portanto, uma grande oportunidade para o Acre e Rondônia. Com a ligação rodoviária Acre/Pacífico, podemos pensar em exportarmos biocombustíveis para outros mercados a exemplo da Ásia, pois contaremos com um caminho mais curto e com fretes mais baratos, o que aumentará a nossa competitividade. Neste momento chamo a atenção de todos, e especialmente aos dirigentes políticos de Rondônia liderados pela senadora Fátima Cleide, para nos irmanarmos neste grandioso desafio a nós colocados. Este desafio tem nome: energia. A energia é o marco de uma nova aliança entre Acre e Rondônia e o pilar de nosso desenvolvimento, pois isoladamente nossas economias não terão fôlego de competição. O PPC pode ser a grande novidade das relações sociais e até marca de desenvolvimento e combate às desigualdades. Portanto, espero que os dirigentes acreanos devolvam a visita à comitiva rondoniense no intuito de aprofundarmos estas e outras hipóteses, fortalecer um intercâmbio sócio-político-econômico e quem sabe chegar em 2022 como estados mais promissores e grandes colaboradores para o sucesso do Brasil e do futuro MERCOSUL de toda a América Meridional. * Senador da República |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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