| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| POLÍTICA | |
Deputada Perpétua Almeida saúda fundo de carbono e vê compensação para o Acre |
|
A deputada Perpétua Almeida, em pronunciamento na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, saudou a iniciativa do Banco Mundial de lançar um fundo para financiar os créditos de carbono oriundos do desmatamento evitado nas florestas tropicais. “Investimentos dessa natureza podem salvar o planeta das mudanças climáticas anunciadas como catastróficas para os próximos anos”, disse a deputada, enfatizando que a medida trará, como conseqüência natural, a melhoria da qualidade de vida dos povos que habitam a Amazônia, especialmente ao meio ambiente como um todo. O fundo foi anunciado em Berlim, na segunda-feira passada, durante o encerramento do fórum que reuniu parlamentares do G8+5 e grandes empresários do setor energético. A receita gerada para premiar países que preservarem as florestas, segundo previsões da Diretoria Estratégica e Operações para o Desenvolvimento Sustentável do banco, é de US$ 50 milhões imediatamente, podendo chegar a US$ 200 milhões nos próximos 24 meses em 2009. Perpétua Almeida considerou fundamentalmente importante a idéia da criação espontânea do fundo, sem a intervenção burocrática e política dos parlamentos. A deputada lembrou que esse tipo de compensação deve servir, sobremaneira, como instrumento para o desenvolvimento sustentável e a garantia da cidadania das populações necessitadas. “O Acre possui grandes áreas de preservação floresta (estaduais, parque nacional, reservas extrativistas) e pode ganhar muito com os recursos provenientes deste fundo”, ressaltou Perpétua. “Pode ser a garantia de mais investimentos em pesquisas, industrialização e comércio de produtos florestais, garantindo renda às populações tradicionais”, disse Almeida. A parlamentar acreana, que é membro da Comissão da Amazônia na Câmara dos Deputados, entende que a avaliação dos desmatamentos evitados deve obedecer critérios justos até que os financiadores (os países ricos) tenham consciência de quantas e quais as nações poderão ser beneficiadas. O Brasil está incluído entre as prioridades do Bird para financiamento de projetos de grande vulto financeiro. Porém, o país ainda mantém o posicionamento contrário ao mercado de carbono, por temer ingerências internacionais sobre as florestas amazônicas. “O Brasil busca hoje adotar políticas públicas que garantam sua autonomia sobre os recursos naturais e, especificamente sobre a Amazônia, e deve aprofundar o debate sobre este tema. É importante que o governo brasileiro se coloque como incentivador deste fundo”,declarou a deputada, fazendo um apelo para que os parlamentares também se envolvam na questão. |
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |