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A minúscula arte de Francisco Carlos Trabalho exercido pelo artista requer principalmente coordenação motora. Ele diz que se trata de uma técnica milenar japonesa |
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Andréa Zílio As mãos precisam ser firmes, qualquer erro e o trabalho é em vão, não permite correções e o único jeito de continuar é recomeçar. Francisco Carlos, 51, tem uma atividade curiosa como artesão e artista plástico: escrever nomes em grãos de arroz. Há dois meses no Acre, ele atua diariamente na calçada em frente ao colégio Acreano, no centro da cidade, e está feliz com a valorização que o acreano dá a arte. Francisco é de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Como autodidata da arte, trabalhando com serigrafia, pintura, artesanato em couro e desenho. Diz que fez várias consultorias como professor. Há 17 anos decidiu conhecer o Brasil fazendo seu trabalho e vendendo nas ruas, desde então tem viajado o país. A técnica de escrever nome de pessoas em arroz para fazer colar ou chaveiro, ele aprendeu há oito anos, e diz que é uma cultura japonesa milenar. Viu uma reportagem em um programa de televisão e ficou curioso para aprender. Com muita criatividade, Francisco desenvolveu suas próprias ferramentas de trabalho, foram várias tentativas para chegar ao produto final, principalmente, com a cápsula que armazena ao arroz. No Acre, ele aproveitou e inseriu o caroço do açaí como parte decorativa do acessório. “Tentei fazer o trabalho com lâmpadas, mas não deu certo, então fui tentando até chegar ao canudo de plástico”, comenta o artesão. Francisco trabalha, além das ferramentas de construção, com matéria-prima formada por semente, borracha, arroz, caneta, canudo de plástico, linha, e corrente. Apenas isso é essencial para a construção dos chaveiros e colares, que vende a R$ 2, cada, e com duas gravuras em arroz, R$ 3. Diz que colocou o preço de acordo com o Estado, mas em outros, o trabalho vale até R$ 5. Cuidados – Para estar bem durante todo o dia de trabalho, que começa às 9 e termina às 15h, Francisco, conta que evita tomar guaraná, café ou outra bebida que influencie em sua coordenação motora. É essencial também dormir cedo e descansar o corpo, para no dia seguinte agüentar mais uma jornada da tarefa que tem lhe gerando renda para sua alimentação. Ele faz em média de 15 a 20 peças por dia. A arte - Mas Francisco não pretende apresentar somente essa arte ao Acre, conta que voltará a fazer suas telas, e para isso, está montando seu ateliê no bairro Cidade Nova. Comenta que gostou da valorização que o acreano dá a arte. “Gostei do Acre, é um Estado em que sua gente valoriza a arte, o pessoal daqui gosta de comprar o trabalho que a gente faz, estou ficando por aqui, não penso em viajar tão cedo”. Mais informações sobre o trabalho, pelo telefone: (68) 9226 4118 |
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| Com Moisés Alencastro |
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| Com Roberta Lima |
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