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Trabalhadores da Embrapa doam farinha durante manifestação Ato público aconteceu em frente à Assembléia Legislativa do Acre |
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Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) paralisaram ontem suas atividades em todo o país no intuito de pressionar o governo federal a atender às reivindicações da categoria. No Acre, os técnicos do órgão doaram 500 quilos de farinha de Cruzeiro do Sul como mostra simbólica dos trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores locais. O ato público aconteceu em frente à Assembléia Legislativa do Estado (Aleac). De acordo com o presidente da Sessão Sindical da instituição no Acre, Rubens Mamédio, dez reuniões já foram realizadas para tratar do acordo coletivo 2007 da classe, sendo que na última reunião a empresa propôs um reajuste salarial de 4,55%, índice muito inferior aos anseios dos trabalhadores, que pedem 12%. “A porcentagem desse reajuste que pedimos é baseada nas perdas salariais dos últimos oito anos, algo em torno de 16%. No entanto, a empresa alega que os 4,55% de aumento são justos. Segundo os patrões, 3% são referentes às perdas salariais e 1,5% diz respeito ao ganho real. Entendemos que a repercussão social do trabalho que realizamos é bem maior do que o reajuste que está sendo proposto”, explica Mamédio. A Embrapa conta com 130 trabalhadores no Acre e atua em todas as regiões brasileiras, por meio de seus 139 centros de pesquisa. Sendo uma das maiores instituições de pesquisa no mundo, a empresa tem um quadro de 8.619 empregados distribuídos pelo país, dos quais 2.221 são pesquisadores, 45% com mestrado e 53% com doutorado. “A intenção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) é dar maior visibilidade aos atos em defesa da pesquisa e do desenvolvimento agropecuário, lutando pela valorização dos trabalhadores da classe”, destaca Rubens. Além dos trabalhadores da Embrapa, participaram do protesto funcionários do Incra, do Ibama e Ufac. Percebendo a manifestação em frente à Aleac, o líder do governo na Casa, deputado Moisés Diniz (PC do B), foi prestar solidariedade aos grevistas. O parlamentar comunista garantiu que fará uma manifestação na Aleac na próxima terça-feira contra a atitude tomada pelo governo federal, que cortou o ponto dos trabalhadores que estão em greve. “Isso não faz parte da Democracia que deve existir entre patrão e empregado. O próprio presidente Lula, quando liderava manifestações de trabalhadores, negociava em greve. Então não é correto tomar atitudes como essa”, frisa Moisés. |
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