COTIDIANO

Protesto de agricultor já passa dos quinze dias

 


Whilley Araújo

O agricultor Raimundo Modesto da Silva, que há duas semanas iniciou um protesto na esperança de receber uma indenização de pelos R$ 300 mil, que segundo ele diz respeito a uma desapropriação feita pelo Incra em suas terras, continua acorrentado diariamente nas grades do prédio do Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com Modesto, é muito difícil ficar acorrentado durante todo o dia sob um sol escaldante, e os efeitos da exposição ao calor são sentidos durante a noite, no momento de seu descanso. “Para eu conseguir dormir é um problema, sinto dor no corpo todo. Perdi mais de dois quilos nesses 16 dias de protesto”, revela o agricultor.

Embora o sofrimento seja grande, Raimundo afirma que continuará se acorrentando no local até que o cheque com o valor da indenização que reivindica seja entregue em suas mãos. “Algumas pessoas do Ministério Público Federal vieram falar comigo e pediram para eu entrar para tratar do assunto, mas sei que o que eles desejavam era marcar uma outra audiência para continuarem me enrolando. Eu pedi que nós acertássemos tudo aqui mesmo, pois só quero receber algo que tenho direito”, acrescenta.

A assessoria de imprensa do MPF diz que o procurador da República do órgão já tentou conversar com o agricultor, e que também o ofereceu ajuda para solucionar o problema, mas Modesto recusou-se a dialogar. Diz ainda que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também tentou ajudar o cidadão acorrentado, sem obter sucesso, assim como lideranças dos Direitos Humanos.

A assessoria reafirma que o processo de Modesto não é e nunca foi de competência do MPF, e sim da Defensoria Geral da União. Até então, a Defensoria não deu um posicionamento sobre o caso.

 

 
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