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Núcleo de combate à homofobia Instituição vai estar atenta e prestar atendimento às vítimas de discriminação e violência |
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A Universidade Federal do Acre (Ufac) e a Associação dos Homossexuais do Acre (AHAC) lançam no próximo dia 11, às 9 horas, no auditório do Ministério Público Estadual (MPE), o Núcleo de Direitos Humanos e Combate à Homofobia (NUDICHO). A palestra de abertura será ministrada pelo jornalista e especialista em direitos GLBT, Léo Mendes, Secretário de Comunicação da Associação Brasileira dos Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT). A Implantação de núcleos de pesquisas GLBT em Universidades públicas do País é um projeto do Governo Lula, inserido no Programa Brasil Sem Homofobia, por meio de financiamento da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, da Presidência da República. As organizações da sociedade civil organizada de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgeneros (GLBT) e os governos não possuem pesquisas oficiais, exceto algumas em universidades, sobre o universo dos homossexuais no Brasil. Mesmo assim, dados de uma pesquisa do grupo gay da Bahia, coletado a partir de matérias de Jornais, apontam que a cada dois dias um GLBT é assassinado no país. A Função dos Núcleos de Pesquisa é trabalhar junto com as organizações de GLBT diagnosticando quais dados da sociedade são importantes e prioritários para pesquisas. Léo Mendes sugere, por exemplo, que os oito núcleos de pesquisas de universidades do Brasil se unam para saber quantos homossexuais já sofreram violência e preconceito no Brasil, e quais as formas de violência. Isto, segundo ele, seria um subsídio importante para a aprovação do Projeto de Lei 122/06 que criminaliza a Homofobia no país. “Outra demanda importante é saber quantas transexuais pretendem fazer operação de redsignação de sexo nas cidades, quais os problemas que enfrentam na hora de mudar os documentos civis e o próprio nome. “Isso contribuiria muito para uma lei federal que resguardasse o direito delas adequarem o gênero aos documentos”, explica. Para Léo Mendes, outra importante verificação é saber quantas travestis existem nas cidades, que vida levam e se aceitariam receber uma bolsa mensal para fazer cursos de profissionalização. O benefício ajudaria as Políticas Públicas de Assistencial Social trabalharem o respeito e inclusão das travestis na sociedade. “Na questão das lésbicas e Bissexuais é importante saber quantos são e por que não se assumem publicamente. Isso contribuiria para o movimento entender a invisibilidade deste universo e como trabalhar melhor com estes segmentos”, assegurou. O presidente da Associação de Homossexuais do Acre (AHAC), Germano Marinho, fez questão de ressaltar que o NUDICHO, implantado Ufac, por meio da Pró-reitoria de Extensão, é um espaço de cidadania habilitado a fornecer orientações gerais sobre Direitos Humanos a todas as vítimas de violações, bem como prestar atendimento especializado contra a discriminação e violência homofóbica no Acre. “O setor deve estar atento a prestar atendimento às vitimas de discriminação e violência homofóbica, desenvolvendo ações de promoção de cidadania, combate ao preconceito e à discriminação e auxiliando em orientação jurídica, psicológica e social, por meio de equipe multidisciplinar capacitada. Apenas dois núcleos no Brasil funcionam com atendimento especializado além da pesquisa, sendo eles o Acre e o Amapá”. |
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