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POLÍTICA

Tião Viana defende reforma política para o cidadão e a sociedade

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Tião Viana lembrou a
aprovação de matérias importantes


Brasília
- “Devemos assegurar à sociedade brasileira a responsabilidade pela condução de uma reforma política que não seja para o parlamentar, mas para o cidadão que nos elege e para a sociedade que espera ter uma boa imagem do parlamento e das instituições”. Foi o que disse ontem o senador Tião Viana, vice-presidente do Senado, ao pregar da tribuna do Senado uma reforma política que recupere a credibilidade do parlamento e do diálogo direto e promissor deste com a sociedade brasileira.

Agindo desta maneira, segundo o senador, o Congresso estará suprimindo o imediatismo na análise de tão importante matéria e deixando de olhar “para o próprio umbigo” para garantir uma reforma política de real interesse do cidadão e da sociedade. Para o senador, o povo brasileiro ficaria muito satisfeito se a Câmara dos Deputados, onde o assunto está sendo tratado, conseguisse aprovar pelo menos o financiamento público para os cargos majoritários, a fidelidade partidária e o fim das coligações proporcionais, mantendo a cláusula do desempenho eleitoral. “Isso já seria um componente fundamental de credibilidade e de retomada de um diálogo direto e promissor com a sociedade”, reafirmou Viana.

Afora esses três temas referentes à reforma política, Tião Viana destacou ainda a necessidade de solução para resolver os problemas da ferida aberta dos recursos de emendas definidas na Comissão Mista de Orçamento do Congresso e da possibilidade de se aumentar fortemente a pena para os crimes eleitorais, “o que seria um componente fundamental para a democracia brasileira e para a imagem do seu parlamento neste momento”.

O senador lembrou o Senado já aprovou o financiamento público, a cláusula de desempenho e outros itens fundamentais da reforma política, que representam hoje enormes desafios para a Câmara dos Deputados votar. Segundo Viana, o que se vê é uma enorme dificuldade para votar esses itens que são fundamentais para que se tenha um horizonte tranqüilizador, pacificador, que dê a devida tranqüilidade à sociedade brasileira em sua relação de representatividade política, da vida pública nacional e da representação dentro de uma instituição como o Senado Federal.

“O que podemos observar, acompanhando o esforço do presidente (da Câmara), Arlindo Chinaglia e de alguns líderes partidários na Câmara, é que será muito difícil a aprovação da reforma política”, completou o senador. Tião Viana lamentou, por fim, que não esteja havendo o avanço necessário do processo de reforma política que deva ser bem estabelecido pelo parlamento brasileiro.

 
 
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Rio Branco-AC, 6 de julho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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