OPINIÃO
   RETRATOS DO JURUÁ

Nelson Liano Jr.

 

“Não se jogam pérolas aos porcos”

Começaram as eleições e o tempo das agressões fáceis, das maledicências, das ofensas e das difamações. E devido ao equilíbrio de forças entre os candidatos que disputam a prefeitura de Cruzeiro do Sul o período eleitoral promete ser um dos mais “quentes”já vistos na cidade. O meu temor é que durante a campanha as propostas de trabalho sejam esquecidas em detrimento das já tão costumeiras “baixarias eleitorais”.
Moro e trabalho diariamente com comunicação social há cinco anos e meio no Juruá. A população da região sabe do trabalho que venho desenvolvendo em vários setores. Tenho defendido as causas justas e lutado contra as injustiças sociais sem olhar para cores partidárias. A minha ferramenta de trabalho é o jornalismo, profissão que exerço há 26 anos. Claro, que não sou perfeito e nem o “dono da verdade”, como ser humano cometo erros que quando tenho a oportunidade de percebê-los costumo me desculpar e corrigir porque quem percebe o seu erro tem a divina oportunidade de crescer espiritualmente.

A minha experiência de comunicação na floresta pretendo, em breve, transformar em livro para que estudantes de jornalismo possam entender a importância da informação de massa além das grandes capitais, em locais onde os recursos tecnológicos são restritos.

Apresento um programa numa emissora de Cruzeiro do Sul. Todos os dias, leio as cartas escritas pelas comunidades do Juruá com as mais distintas reivindicações de melhorias para a população. Costumo encaminhá-las às autoridades e aos políticos para que os apelos contidos nelas sejam atendidos. O programa é o mais democrático possível dando espaço a todos e a todas que tenham informações relevantes. Claro, que se tratando de pessoas que tenham o mínimo de educação, civilidade e respeito pelos outros seres humanos e, que sejam adeptas do jogo democrático.

O espaço radiofônico da Juruá FM está sempre aberto para os reclames da população e para aqueles que têm propostas viáveis para a melhoria da qualidade de vida dos juruaenses. Não existe nenhum tipo de discriminação política, racial e religiosa.

Agora, o que me impressiona é que apesar de eu não ter filiação partidária, nunca ter sido candidato a nada e, nem pretender ser, quando chega a época das eleições ofensas são veiculadas contra mim na imprensa falada e escrita de Cruzeiro do Sul e de Rio Branco. Ora, se eu não sou candidato a nada por que me atacar, como já aconteceu diversas vezes? Atacam, porque o meu trabalho tem credibilidade. É um trabalho sério que tem o reconhecimento da população através da sua audiência. Em Cruzeiro do Sul, existem quatro emissoras de rádio e três de televisões locais, ouve ou assiste a um programa quem quer. Existem várias opções de sintonia.
Eu não tenho nada contra ninguém e não vou me trocar com quem escreve calúnias contra mim em jornais de Rio Branco e, nem assina, ou em outras emissoras de rádio do Juruá. Pode demorar, mas a verdade sempre vai vigorar sobre a mentira. Vou continuar a fazer o meu trabalho com determinação e coragem. Acredito ter construído uma casa aqui no Juruá. Como disse Jesus Cristo, o que eu quero ver é se essa casa que eu construí, foi feita num terreno de areia ou em cima da rocha. Os donos do terreno é que com o tempo darão essa resposta.

Sou jornalista profissional e quem tiver ainda dúvida sobre a minha qualificação que procure os meus trabalhos em dezenas de veículos de comunicação importantes através dos sites de busca da internet. Eu estou com a consciência tranqüila de estar realizando o meu trabalho sempre dando o melhor de mim. Tem gente que gosta e outros que não gostam. Isso faz parte da liberdade democrática assim como as críticas que recebo. Aliás, que sempre agradeço por serem novas oportunidades de crescimento. Quem me conhece sabe que não guardo ódios e rancores e, muito menos, sentimento de vingança. Tenho por mim a Rainha(da Floresta) e o meu Mestre para me defenderem. Trabalhei em diversos veículos de comunicação de importância nacional e internacional, ora contratado e ora como free-lancer. Vim morar no Acre por conta do meu caminho espiritual. Eu não sou apegado a nada. Mas recebi a bênção divina de exercer uma profissão que me realiza. Tenho como meta principal o meu desenvolvimento humano e espiritual. O tempo de uma vida sobre a terra passa muito rápido e acredito na perspectiva de uma jornada existencial muito maior pelos caminhos da eternidade. Mesmo porque, como dizia o Rei Salomão, “isso tudo é vaidade e vento que passa...”
Viva o Mestre Raimundo Irineu Serra, no dia da sua passagem espiritual!

 

 
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Rio Branco-AC, 04 de julho de 2008
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