| PÁGINA DO EMPREENDEDOR | |
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Parcerias sólidas Fundação Chico Mendes apóia projetos de empreendedorismo no Estado Elenira Mendes, filha de Chico Mendes e coordenadora da fundação que leva o mesmo nome, foi pega de surpresa ao ser indagada em Brasília sobre as atividades realizadas pela entidade. Diante dos fatos, respondeu a si mesma: precisamos fazer mais. De volta a Rio Branco, arregaçou as mangas e resolveu resgatar parcerias sólidas e iniciar um novo ciclo para a fundação, de maneira que envolva toda a comunidade com um único objetivo, ajudar a promover o desenvolvimento sustentável daquela gente e fazer bom uso do apoio que sempre teve do Governo, que, aliás, vai investir na reforma e ampliação da fundação e construir o Memorial para Chico Mendes, anuncio feito pelo próprio governador Jorge Viana em recente visita a Xapurí.
Diante deste novo cenário, a líder faz questão de enfatizar que a população não pode ficar parada, precisa estar produzindo, precisa ser incentivada, ela acredita que esse também é um papel da fundação e, para auxiliar nesse processo produtivo, procurou o Sebrae no Acre, que realizou uma visita técnica a fundação, através do coordenador dos projetos voltados ao artesanato, Aldemar dos Santos para acompanhar esse processo e dar suporte técnico, caso a parceria seja firmada. “Queremos fazer a coisa com responsabilidade, para não criarmos perspectivas que possam frustrar nossa intenção, tudo com muita responsabilidade de maneira que possamos estar envolvendo desde os produtores locais que podem oferecer matéria prima até as artesãs que hoje importam as sementes da capital a um preço bem superior e, quem sabe, criar uma cadeia produtiva e, assim, fazer valer uma das propostas do líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em dezembro de 1988, que previa a promoção dos direitos básicos de cidadania e a valorização da produção florestal”. Afirmou Aldemar. A visita de Aldemar se deu no momento em que um curso de biojóia, promovido pela fundação, estava sendo realizado, este curso envolve 40 mulheres de diversas faixas etárias e classes sociais do município de Xapurí, que alias foi um dos primeiros passos de Elenira, oferecer condições para sua realização, porém, além de aprenderem, essas mulheres, prestes a entrar no mercado, precisam ser preparadas para encarar com visão empreendedora o novo mercado em que estão sendo inseridas. E é justamente nesse momento que o programa Sebrae de Artesanato entra em cena, buscando fortalecer a atividade artesanal como fonte geradora de ocupação e renda, dando tratamento empresarial ao setor, pois um dos seus principais objetivos é, justamente, estimular o empreendedorismo nos artesãos, que precisam encarar a atividade como um negócio. Elas querem saber negociar Quarenta mulheres dos municípios de Xapurí, sendo a maioria donas de casa, participaram do curso de Biojóias, oferecido pela Fundação Chico Mendes no inicio deste mês de agosto. Elas não imaginavam o quanto poderiam criar e aprender a fazer verdadeiras jóias a partir de sementes e outros produtos florestais encontrados tão próximos delas. Lucia Uchoa, não tinha renda própria, limitava-se a cuidar dos filhos e depender totalmente do marido, ao ver a grande procura por Biojóias na lojinha de artesanato da Fundação Chico Mendes, que muitas vezes não tinha produção suficiente para venda, se interessou em entrar no mercado, foi então que se interessou pelo curso, pois embora o investimento com matéria prima seja toda da fundação, o resultado da produção é meio a meio, ou seja, cinqüenta por cento fica na lojinha da fundação os outros elas levam para casa e podem comercializar. O exemplo de Lucia também é o de outras mulheres como dona Nilza Marcos, que optaram por investir numa vida promissora voltada ao empreendedorismo e a partir de agora pretendem participar de cursos sobre empeendedorismo e gestão empresarial. “Essa bolsa ficou linda eu quero vender mas não tenho noção de preço, quero ofertar um bom produto com bom preço mas sem ter prejuízo, só que não faço a minha idéia, preciso de orientação sinceramente.” Comentou a futura empreendedora Lucia. Clientes dos hotéis e Pinheiro e Galvez terão sabonete acreano Juracy Xangai Durante os anos que trabalharam estudando usos e costumes das comunidades índigenas e ribeirinhos do Juruá o físico Fábio F. Dias e sua esposa a antropóloga Margarete conheceram as muitas virtudes de produtos como o óleo de murmuru. Usado tradicionalmente por aquelas comunidades para amaciar e conservar a boa aparência dos cabelos e da pele tem propriedades medicinais e atua como antialérgico. Foi a partir daí que eles criaram a Tawaya, indústria que hoje fabrica 50 mil sabonetes, por mês, a partir do óleo extraído das amêndoas que agora geram ocupação e melhoram a renda para as mais de 700 famílias ribeirinhas que recolhem suas amêndoas na floresta. Uma rodada de negócios promovida pelo Sebrae durante a Feira do Empreendedor garantiu a colocação dos sabonetes Tawaya nos hotéis Pinheiro e Imperador Galvez como forma de divulgar a marca que já atraia a atenção de empresas nacionais e estrangeiras pela sua qualidade. O “namoro” comercial entre a fábrica e estabelecimentos da capital foi intermediado pelo Aldemar dos Santos Maciel, gestor do Programa de Artesanato em parceria com Mirna Moreno Gestora do Programa de Turismo, ambos do Sebrae. “Em princípio convidamos quatro hotéis e outros tantos motéis para a rodada de negociação, todos ficaram interessados, mas precisam primeiro consumir os estoques que já tem comprados, por isso o Galvez e o Pinheiro serão os primeiros a oferecer esse produto a seus clientes”. Declara Aldemar. Nada mais positivo para um casal que desembarcou no Acre, há 15 anos, com o objetivo de colher informações para sua tese de mestrado sobre o Desenvolvimento Sustentável e hoje tiraram do papel para a prática as ações dessa sustentabilidade. Mas até chegar aos sabonetes produzidos a partir do óleo de murmuru que o empresário Maurício estará colocando nos quartos do hotel Imperador Galvez e o Getúlio nos dos hotéis Pinheiro e Inacio´s muita coisa precisou acontecer. “Para começar, Fábio e Margarete realizaram um estudo sobre a produção e a qualidade do óleo, desenvolveram os produtos e então fizeram um trabalho de base orientando as famílias sobre a maneira correta de colher os cocos sem prejudicar a floresta, do contrário a atividade não teria sustentabilidade. São famílias que vivem desde Marechal Thaumaturgo no alto Juruá até Eirunepé no Amazonas”, relata Genevaldo Carneiro dos Santos o gerente industrial da Tawaya, empresa que leva o nome de um afluente do rio do Juruá. Como o coco nunca havia sido explorado industrialmente, tiveram de inventar máquinas de descasque das amêndoas, moagem e prensagem para a extração do óleo. As propriedades hidrantes para cabelo e pele, como também as propriedades medicinais e antialérgicos foram comprovados cientificamente e aceitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Depois disso o processo de produção do óleo, sabonetes e demais derivados foi patenteado pelo casal. A safra acontece de março a agosto e juntas, as 700 famílias recolheram mais de 20 mil sacas com 42 quilos de coco, recebendo a média de R$ 12 por saca. Como não há plantios e o número de palmeiras varia de colocação para colocação as famílias colheram uma média de 50 a 300 sacas. “A produção do coco animou os seringueiros porque a borracha há muito tempo que não rende dinheiro, mas para que as colocações tenham renda o ano inteiro e sejam sustentáveis é preciso que eles diversifiquem a produção, assim a Tawaya também conseguiu, agora em junho, aprovação da Anvisa para fabricar e colocar no mercado outros produtos a base dos óleos de açaí, buriti, andiroba e pataoá”, explica Genevaldo para então enfatizar: “Com esses novos produtos os ribeirinhos vão ter o que nos vender o ano inteiro e nós teremos um barateamento no custo de operação porque percorremos mais de mil quilômetros de rio para recolher as amêndoas”. A idéia é de que com tudo isso o número de famílias ribeirinhas que fornecem a matéria prima para a Tawaya salte de 700 para 1.500 e os 32 funcionários que hoje produzem uma média de 50 mil sabonetes por mês, dobre em pouco tempo. |
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E x p e d i e n t e : |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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