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Revolução Acreana presente Ações políticas e artísticas renovam o sentido do grande acontecimento mostrando seu valor às novas gerações |
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A Revolução Acreana, pronunciada inúmeras vezes pela população do Estado do Acre, ganha formas, vozes, movimentos, deixando de ser apenas uma data histórica em que poucos sabem a fundo o seu significado, para ser uma data relembrada com motivação e orgulho. Os 104 anos do início desse movimento será comemorado hoje. O conceito da Revolução Acreana foi inserido em expressões artísticas, um exemplo disso é a Ópera Aquiry, criada e apresentada à população do Acre e outros Estados. Agora a grande novidade é a minissérie da Globo, que será exibida em janeiro e aborda o tema. Da autora acreana Glória Perez, a minissérie ganhou o nome provisório de “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”. Mas não pára por aí, olhar para os lados em uma caminhada na própria capital é se deparar com os resultados desta luta. O encontro leva a lugares que hoje são pontos turísticos da cidade, entre eles, o Palácio Rio Branco e o Memorial dos Autonomistas, criado para homenagear homens que escreveram o início desta história. O historiador Marcos Vinícius explica que compreender a nova abordagem sobre a revolução acreana é importante, porque ela constitui um mito de origem do Acre, um mito fundador. “Antes, aqui só existiam brasileiros, não acreanos. A partir da revolução é que o acreano passou a existir como povo. A sociedade acreana é jovem, e, portanto essa proximidade favorece e faz com que a consciência a cerca da história tenha melhor conceituação no presente”, diz Marcos. Comemoração – A comemoração dos 104 anos de início da Revolução Acreana começa com extensa programação no bairro Seis de Agosto, com início a partir das 5h, no Mercado da Seis. A partir das 17 horas, acontece a solenidade de entrega das obras revitalizadas do Mercado Velho e da avenida Epaminondas Jácome. Lugares que tiveram sua importância resgatada, pois no passado, foram o início do centro comercial de Rio Branco. Conheça a história Diante dos fracassos anteriores e da indecisão do governo federal, os seringalistas insatisfeitos com a dominação boliviana e temerosos das conseqüências do Bolivian Syndicate articularam uma nova revolta com financiamento do governo do Amazonas, para cujo comando foi convidado um homem com experiência militar. Plácido de Castro, ao assumir a revolução preparou um exercito de seringueiros (embora os oficiais fossem todos seringalistas) e começou a luta em 6 de agosto de 1902, em Xapuri. A guerra entre o exército acreano e as forças regulares bolivianas foi difícil, durando até 24 de Janeiro de 1903, quando foi tomada Puerto Alonso, transformada então em Porto Acre. Mais uma vez foi declarado o Estado Independente do Acre, embora o objetivo final dos acreanos continuasse sendo obter a anexação do Acre ao Brasil. Tratado de Petrópolis - Rio Branco, nomeado Ministro das Relações Exteriores, iniciou as negociações com a Bolívia que foram resolvidas com o estabelecimento do Tratado de Petrópolis em 17 de novembro de 1903. Com isso o Acre passou a fazer parte do Brasil, restando ainda o problema com o Peru que só seria definitivamente resolvido em 8 de setembro de 1909 com a assinatura do Tratado do Rio de Janeiro. A partir de todos os acontecimentos acima descritos surgiu o Território Federal do Acre, uma nova identidade regional, perfeitamente identificada com a identidade nacional brasileira. Surgia, enfim, a sociedade acreana. O Estado do Acre - A partir de 1962 foi extinto o Território Federal do Acre e criado o Estado do Acre. Mesmo assim o Acre não conseguiu superar sua crônica deficiência infra-estrutural. Apesar de todas essas dificuldades a população acreana permaneceu fiel às suas origens e tradição de lutas, edificando uma sociedade multiforme e definida por sua identidade amazônica. |
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