COTIDIANO

Torna-se mais freqüente a obesidade infantil

 


Cristiane Ávila

A obesidade não discrimina idade, raça nem classe social. A freqüência de crianças obesas nos postos de saúdes já não é mais novidade para os médicos.

Um fato que preocupa, pois hoje a doença é considerada uma das mais graves de saúde pública e sendo classificada como doença do XXI.

A doença ocorre devido à má nutrição, relacionada ao sedentarismo decorrente do excesso de gordura corporal. Ela também é considerada uma doença crônica, que provoca ou acelera o desenvolvimento de muitas doenças como hipertensão, síndrome metabólica e diabetes tipo 2 que podem causar a morte precoce.

Além de ocorrer crise de depressão, devido à perda a auto-estima onde prejudica a criança e o adolescente no relacionamento da vida social.

De acordo com o pediatra Luiz Beyruth, o hábito alimentar e costumeiro - bife, arroz, feijão e saladas - estão sendo substituídos por alimentos industrializados; cachorro quente, salgadinho, batatinha chips, chocolates, pizza, refrigerantes e etc; e aliados à falta de exercícios físicos, fazem com que ocorra um aumento no peso e tendo como conseqüência imediata à obesidade.

Estudos sobre o assunto mostram, ainda, que nos últimos anos tem assumido caráter epidêmico. Diversos deles ressaltam pesquisas sobre os vários fatores que possam ocorrer à doença, como influências de fatores biológicos, psicológicos e sócio-econômicos onde classes sociais menos favoráveis são as que mais se destacam.

A troca de alimentos saudáveis por alimentos industrializados e que muitas vezes são substituídos por refeições importante da tendência de aumento da obesidade parecem estar mais relacionados às mudanças no estilo de vida e aos hábitos alimentares.

Um dos fatores que poderiam explicar essa mudança alimentar é a falta de tempo e a procura da praticidade no dia-a-dia. Não só adultos, mas também crianças e jovens dedicam a maior parte do tempo diante dos computadores e televisores, ressalta Beyruth.

Para Beyruth, todos os profissionais de saúde têm a obrigação e o dever de conscientizar as famílias a voltarem a alimentação tradicional, o incentivo a prática de esportes e a orientação para que digam não aos alimentos industrializados.

Mas, sem a mudança por parte dos pais, de procurarem oferecer uma refeição mais saudável, fica difícil o trabalho dos profissionais.

 

 
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