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“O ideal custa uma vida, mas vale a eternidade”

Gandhi


Lula não vem

Pela primeira vez, em muitos anos, o presidente Lula não virá ao Acre numa campanha eleitoral. Ele confia que seus companheiros acreanos poderão dar conta do recado tanto na disputa estadual quanto na presidencial. Entre os políticos de expressão nacional, Lula, certamente, foi o que mais vezes pôs os pés no Estado.

Jorge fica

Se Lula não vem, o governador Jorge Viana, por sua vez, irá sair menos do Estado até o fim de setembro. Com isso, aproveitará para visitar os municípios para, junto com os prefeitos, conversar com a população. É um cabo eleitoral que carrega 92% de aprovação.

Dever de casa

A ordem dentro da Frente Popular é cada um fazer seu dever de casa para garantir a vitória em outubro. A determinação serve para o governador Jorge Viana, passando pelos prefeitos até chegar aos militantes. Se a estratégia for seguida à risca, na avaliação dos coordenadores, será quase impossível não sair vitorioso no primeiro turno.

Portugueses

O grande problema de Rondônia é que as pessoas que chegaram de outros Estados para se estabelecer lá chegaram com a mesma mentalidade dos portugueses quando desembarcaram no Brasil. A idéia era tirar todas as riquezas possíveis, deixando apenas o rastro da destruição. A gana foi tão feroz que tiraram até o patrimônio cultural dos rondonienses. E ainda há quem veja aquele Estado como modelo para o Acre.

Parceria perigosa

É importante lembrar que o principal candidato da oposição, Marcio Bittar (PPS), chegou a declarar que faria parceria com o governador rondoniense Ivo Cassol (PPS). Esse é o tipo de aliança perigosíssima para os acreanos.

Miniusinas

No início do primeiro mandato do governador Jorge Viana, o então deputado estadual Waldomiro Soster chegou com a proposta de que a saída enérgica para o Acre seria a instalação de miniusinas hidrelétricas. A idéia, de pronto, foi rechaçada. Soster, naquela época, estava trazendo um recado de nada mais, nada menos do que Ivo Cassol, que tem nesse negócio uma das suas fontes de riqueza. Curiosamente, recentemente, Marcio Bittar também apresentou essa “solução”. Talvez aí esteja um início da parceria entre os correligionários.

Ponta a ponta

Orleir Cameli no Juruá, o casal José e Toinha Vieira em Sena Madureira, Aldemir Lopes em Brasiléia. O candidato a deputado federal Gladson Cameli (PP) conseguiu apoios importantes à sua candidatura de ponta a ponta do Estado. O mais importante é que esses apoiadores também ajudarão Binho Marques e Tião Viana.

Pesquisa oportuna

Antes de as chapas serem definidas, em abril, Marcio Bittar plantou uma pesquisa que lhe dava folgada dianteira em relação a seus oponentes. Uma das finalidades da divulgação era convencer o ex-deputado Vagner Sales (PMDB) a embarcar na sua chapa. Agora, com a proximidade do horário eleitoral gratuito, não será surpresa se aparecer uma nova pesquisa desse naipe.

Sobrefôlego

Essa pesquisa, na avaliação de dirigentes da Frente Popular, seria uma forma de dar um sobrefôlego a quem está sentindo na boca o gosto amargo da derrota.

Tempo e voto

Binho Marques terá 11 minutos diários para apresentar suas propostas no rádio e na televisão. Marcio Bittar terá apenas quatro. Tião Bocalom, mais de 15. A equação tempo e voto é importante e fundamental.

O que dizer?

O tempo de Binho será usado para mostrar o que foi realizado pelo governo, o que está sendo feito e o que se pretende fazer a partir de 2007. Mesmo tendo um tempo menor, seu principal adversário terá muito pouco para mostrar. E o eleitor logo perceberá a diferença.

Profissionalismo

José Luiz Tchê (PMN) está fazendo uma campanha para a reeleição extremamente profissionalizada. Até palestra de motivação foi dada aos seus apoiadores. Tchê tem material de propaganda para todas as ocasiões.

Cimento e tijolo

Faltam na cidade dois produtos essenciais para quem pretende construir: cimento e tijolo. Isso ocorre em razão do grande volume de obras da iniciativa privada e do governo.

Política no campo

Terá efeito político a intimação de vários pecuaristas pelo Ministério Público Estadual. Amanhã, às 14h30, haverá uma nova reunião para tratar do assunto queimadas. A temperatura anda quente entre os pequenos e grandes produtores rurais.

Dois federais

Forte é a deputada estadual Naluh Gouveia (PT). No muro da sua casa, no Conjunto Tucumã, foram pintados os nomes de dois candidatos a deputado federal: Sérgio Petecão (PMN) e Fernando Melo (PT). Comumente, são os postulantes à Câmara dos Deputados que apóiam um grande número de concorrentes a deputado estadual.

Inimiga minha

É consenso entre os observadores políticos que a principal adversária do deputado Luiz “deputado-fiscal” Calixto (PDT) é sua correligionária Célia Mendes (PDT). Os dois correm na mesma faixa de eleitores descontentes com o governo do Estado.

Quem atende

Ao longo dos mandatos, os parlamentares que sempre atendem seus eleitores são Sérgio Petecão, Naluh Gouveia e José Luiz Tchê. Por isso, têm mais facilidade de conquistar os votos quando pedem.

Regiclay Saady

Última imagem

A fotografia que ilustra a coluna neste domingo é apenas para o leitor recordar como foi um dia a Praça da Bandeira, que será entregue hoje à população. E ainda há quem diga que o Acre não mudou para melhor...

Ritmo total

Não há salto alto dentro da Frente Popular. Tanto que os coordenadores da campanha dos candidatos majoritários trabalham de domingo a domingo, quase sem parar. Acordam cedo e dormem tarde.

Júnior sumido

A coluna vai dar um conselho ao deputado federal Júnior Betão (PL): é melhor ele aparecer mais nas suas bases, porque os adversários estão entrando com vontade. Se o parlamentar não reagir logo, a situação poderá ficar irreversível.

 

 
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Rio Branco-AC, 6 de agosto de 2006
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