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A Expoacre mais rentável de todos os tempos

Volume de negócios cresce 82% em relação a 2007, evidenciando o grande momento pelo qual passa a economia acreana


MARCELA BARROZO

Organizadores da Expoacre vibram com números positivos alcançados em 2008

“Vamos falar de números. Bons números”, anunciou Mauro Ribeiro, secretário de Agropecuária e um dos organizadores da Expoacre. Ele e a equipe que comandou os nove dias de Feira comemoram os bons índices alcançados este ano. Em relação a 2007, o volume de negócios cresceu 82,8%, número que, segundo Ribeiro, “traduz a ótima fase da economia acreana”.

Este ano, a Expoacre movimentou R$ 49.784.380,37, enquanto que em 2007 as cifras chegaram à casa dos R$ 27 milhões. Os setores que mais se destacaram foram as instituições bancárias, responsabilizando-se, sozinhas, por quase 50% do total. Em seguida, o setor de veículos, com a venda de 41 caminhões, também fez bonito, movimentando R$ 13.685.217.

Outros dois grandes destaques foram os setores de leilão e empresas privadas. O primeiro teve um crescimento de 88,2% e, o segundo, nada menos que 151%. De acordo com Orlando Sabino, superintendente do Sebrae-AC, os pequenos empreendedores também se destacaram nessa edição da Feira Agropecuária. Somente o setor de artesanato arrecadou R$ 75 mil. Os ambulantes pularam de R$ 101 mil, no ano passado, para R$ 145mil, em 2008. Um crescimento de 42,8%.


Mudança de hábito

Venda de verduras e legumes cresce durante a feira

Outro dado relevante foi o crescimento na venda de verduras. Uma única empresa, segundo reportagem da Agência de Notícias do Acre, quadruplicou a venda de verduras nos últimos anos, revelando uma mudança de hábito alimentar do consumidor acreano.

Era comum se deparar com pequenas multidões que se formavam, diariamente, na mini-horta hidropônica instalada no espaço do Sistema de Produção Sustentável (SPS) da Expoacre, apelidado de “Fazendinha”. “Vendíamos 500 maços por dia. Agora, são 4,5 mil”, disse o produtor José Pimentel. Em média, o maço custa R$ 1,50.

“Quase R$ 50 milhões em negócios. Isso mostra claramente o nível e a expansão da nossa economia. Atendemos certa de 1.800 pequenos empreendedores, um número recorde. Nunca chegamos a isso em uma Expoacre”, constatou Sabino. “Isso torna este evento em um dos mais expressivos do Acre e o Sebrae está animado em ser um dos parceiros”.

Leilões: grande oportunidade de negócios

Dois mil e seiscentos animais foram financiados este ano na Feira Agropecuária. A pista para ranqueamento e desfile do gado nelore e as baias onde bois, touros, cavalos e caprinos ficavam em exposição, contribuíram para o sucesso dos leilões, que movimentaram mais de R$ 3 milhões.

“O ranqueamento e o desfile se tornaram grandes eventos, onde o público pôde conhecer as características de um animal de qualidade. Isso ajudou muito na hora do leilão, porque os compradores já vêem o que vai ser oferecido com antecedência”, explica Paulo Viana (Paulinho), diretor-presidente do Instituto de Defesa Agropecuária (Idaf) e um dos organizadores da Expoacre.

Tanto o leilão quanto o ranqueamento foram transmitidos ao vivo, em rede nacional de televisão, pelo Canal do Boi. Fato que reafirmou a alta qualidade do boi acreano. Houve lances de Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia, segundo Carlos Frota, presidente da Associação de Nelore Acreana (ACnacre), que reúne 50 criadores da raça zebu.

Já a criação de nelore no Acre começou na década de 1970 com Rubico de Carvalho e teve continuidade com Rodrigues da Cunha. Em 1983, o produtor Alércio Dias deu início à seleção de exemplares da raça. Com alta tecnologia, o gado nelore do Estado chegou ao ano de 2008 com qualidade equiparada a de outros estados cuja criação é mais tradicional.

Contratos de financiamentos superam os de 2007

Mesmo antes do término da Feira, as instituições bancárias já haviam superado a marca de 2007. Foi lançada uma linha de crédito exclusiva para o evento – a Exposição Feira – além de inúmeros contratos assinados com o aval do superintendente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo.

A linha de crédito era voltada para o financiamento de maquinário, veículos, reprodutores e matrizes. Já a Caixa Econômica Federal (CEF), patrocinadora oficial da Expoacre, teve como carro-chefe os financiamentos imobiliários, para o qual bastava o cliente apresentar comprovante de residência, último comprovante de renda, RG e CPF.

Contratos habitacionais - Até o penúltimo dia de Feira, foram fechados sete contratos habitacionais no valor total de R$ 530 mil, 56 apólices de seguro de vida, R$ 5.040, além do contrato de parceria com a Ipê Imobiliária, que será um correspondente bancário da CEF.

A julgar pelo volume de pessoas circulando pelo Parque Marechal Castelo Branco, 300 mil durante os nove dias, numa média de 30 mil a 50 mil por noite, os números finais só poderiam ser astronômicos.

“A cada ano estamos a caminho de realizar o grande sonho de transformar esse ambiente em um espaço de negócios. O crescimento que tivemos este ano é expressivo”, vibram os organizadores.

Maior lance para metade de uma vaca

Ranqueamentos e leilões resultaram em movimentação de mais de R$ 3 milhões

Segundo Paulinho, um dos maiores lances para gado nelore foi a venda de 50% de uma vaca - R$ 64 mil. Como metade de um animal pode ser vendida (e valer tanto)? Ele explica. “Isso significa que metade de tudo o que ela produzir será de quem a arrematou”.

No leilão de cavalos (raças paint horse e quarto de milha), o maior valor oferecido foi R$ 8 mil. Quanto aos caprinos, a média ficou em torno de R$ 3 mil.

 
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Rio Branco-AC, 6 de agosto de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A