| OPINIÃO | ||
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Romerito Aquino * |
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| Eleições no Acre serão plebiscitárias Quem conhecia o Acre antes de 1998 e andou de Assis Brasil a Marechal Thaumaturgo nos últimos meses sabe muito bem que as eleições deste ano no estado terão novamente um cunho essencialmente plebiscitária. Ou seja, pelos candidatos postos em disputa, a população vai ter que escolher entre o presente, representado pelo candidato do partido que comanda o estado há oito anos, e o passado, liderado mais uma vez pelo candidato do PPS, que pode amargar sua terceira derrota seguida nas urnas. O caráter plebiscitário da escolha entre os candidatos do PT e do PPS ocorre na análise das diferenças que separam um do outro em dois aspectos essenciais da política. O primeiro é o cabedal de obras e realizações em favor da população que cada um deles tem para mostrar agora nesse período pré-eleitoral. E o segundo é o que cada um traz consigo em termos de qualidade de aliados para formar um governo lá na frente. E aqui entra o aspecto da moralidade pública que os eleitores gostam muito de exigir dos futuros eleitos. No primeiro aspecto, a diferença entre Binho Marques e Márcio Bittar, e seus respectivos aliados assume uma proporção semelhante à de um oceano em relação a uma gota d’água. Enquanto Márcio não tem nada para mostrar, a não ser administrações desastradas do passado que foram compartilhadas e até mesmo lideradas pela maioria de seus aliados, Binho tem um complexo de obras e realizações de seu governo que fez o Acre verdadeiramente avançar muitas décadas em oito anos. Um tempo que praticamente tirou o estado da época do barracão para próximo da modernidade dos grandes centros do país. Quem andou recentemente de Assis Brasil, no Vale do Acre, a Marechal Thaumaturgo, no distante Vale do Juruá, pode perfeitamente testemunhar o que a administração de Jorge Viana fez ao longo de todo o estado nos últimos oito anos. De cidades escuras, enlameadas, mal cheirosas, sedentas, doentes, ele transformou em locais com luz o dia todo, água encanada, esgotos, praças, calçadas e outras infra-estruturas urbanas essenciais. Talvez não tenha feito tudo completamente em todos os bairros dos municípios, mas com o apoio da maioria das prefeituras transformou as suas sedes em lugares aprazíveis de se viver. O candidato petista traz consigo também os altos dividendos políticos de uma nova e grande revolução que está se operando silenciosamente em todas as cidades do estado. Trata-se da oferta de educação para a população. Além de consolidar o ensino fundamental e implantar o ensino médio em todos os municípios do estado, o atual governo levou para estes a extensão do ensino superior. Um feito que, comandado diretamente pelo próprio Binho Marques na Secretaria de Educação, já bastaria para credenciar qualquer candidato a administrar o estado. Afinal, somente com educação é possível tornar qualquer povo soberano em qualquer lugar do mundo. De quebra, o candidato petista traz consigo a implantação da Universidade da Floresta, com sede em Cruzeiro do Sul, projeto que tem dado o que falar pelo Brasil afora pelo revolucionário método de gerar a biotecnologia que o estado necessita para explorar sustentavelmente as riquezas de sua floresta contando com a participação direta de suas populações tradicionais. Com cientistas e pajés sentados numa mesma mesa será bem mais fácil, obviamente, descobrir o que a floresta pode oferecer para melhorar a vida das pessoas. Rodovia do Pacífico, pavimentação da BR-364 no Vale do Juruá, dois grandes parques viários em Rio Branco, distrito industrial, pólos moveleiros, controle ambiental, novo anel viário, terceira ponte, estações de tratamento de água, centro olímpico, escolas modelos, centros de saúde modernos, centros cirúrgicos de média resolutividade, Faculdade de Medicina, hospitais da criança e dos idosos, maternidade equipada, segurança adequada e salários do funcionalismo em dia durante oito anos são também outros dividendos significativos da política do presente encarnada pelo candidato petista. Do outro lado, o cunho plebiscitário será medido pelas práticas do coronelismo de barranco do passado, quando aliados do candidato da oposição usaram os instrumentos e os bens do Estado como extensão de seus interesses privados. Prova disso foram os grandes roubos da Flávio Nogueira e do Canal da Maternidade, entre outros. O passivo desses aliados se estende ainda aos grandes escândalos nacionais da venda de votos de deputados acreanos durante a votação da emenda da reeleição e dos assassinatos por moto-serra praticados por esquadrão da morte comandado pelo ex-deputado Hildebrando Pascoal, que a política do coronelismo do passado transformou no grande braço armado do estado. Essas são, enfim, algumas das razões pelas quais as eleições acreanas terão novamente um cunho essencialmente plebiscitário. Isto porque a própria população do estado é a maior testemunha delas ao longo das últimas décadas. * Jornalista acreano |
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