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A um passo da integração

“Inverno” fecha BR-364 mais cedo, mas 27 mil toneladas de carga suprem o interior

 


O “inverno” chegou mais cedo, mas o abastecimento foi garantido! Há uma semana as chuvas castigam o interior do Estado, obrigando o Deracre a fechar o tráfego da BR- 364. Há sete anos consecutivos o governo de Jorge Viana tem garantido a reabertura da rodovia, medida que ameniza o sofrimento daquela população isolada durante o período invernoso e devolve-lhes a esperança de dias melhores, com a expectativa da chegada do asfalto até Cruzeiro do Sul.

Num passado não muito distante, o isolamento era inerente à população do interior, onde a BR-364 era apenas um traçado buscado pelo governo federal para sustentar suas aspirações de desenvolvimento com mãos dadas à integração do país, no começo da década de 60. Por longos 40 anos essa região viveu na esperança de um dia sair do isolamento, restabelecer sua cidadania de fato e caminhar na direção do progresso.

Mas há sete anos este governo tem implementado ações políticas para tirar a população do isolamento, levando-a à certeza de que o asfalto é uma realidade palpável. A vitrine aberta da construção da BR-364 entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul, com mais de 300 máquinas pesadas trabalhando diuturnamente, é a garantia de que estamos a um passo da integração efetiva do território acreano.

Hoje não é mais uma aventura ecológica se embrenhar no “verão” na BR-364. Há uma necessidade interior do ser humano de se buscar relacionar integrar ao território acreano, visitar parentes, conhecer a cultura nativa e desfrutar dos festivais de verão ao longo da rodovia.

Igarapés alagados isolam rodovia

Este ano o governo do Estado determinou ao Deracre que os serviços de reabertura da rodovia fosse antecipados para garantir o maior tempo possível de tráfego. Mais de 90 máquinas e 200 homens se reversaram em quatro frentes de trabalho no início de junho. No dia 20 de julho o governador Jorge Viana fez a abertura da rodovia, 20 dias mais cedo que no ano passado.

No entanto a natureza fez seu viés e antecipou a chegada do inverno. Este período era para ser o mais longo, mas não choveu no chamado período de “seca”, como geralmente acontece nos anos anteriores, com chuvas no mês de setembro. Em compensação o mês de outubro começou a chover forte e mais cedo que o normal, obrigando o Deracre a interromper o tráfego na BR-364.

Ao longo desses sete anos de reabertura alguns fatores têm melhorado a vida útil da estrada, como constatam os técnicos dessa instituição. Este ano foiconstruído mais 10 pontes provisórias de madeira, além da ponte de concreto armado do Jurupari, que está concluída, melhoram significativamente o tráfego. Aterros foram melhorados e implantados para justamente dar melhores condições à rodovia, o que certamente refletiu no incremento do abastecimento dos municípios.

“Verão” garante incremento de 130% no abastecimento

Este ano a estrada foi reabertura 20 dias mais cedo em relação ao ano passado, proporcionando 120 dias de tráfego ininterrupto e garantindo o abastecimento dos municípios sob a influência da rodovia, com mais 27,4 mil toneladas de carga de material de construção (brita, cimento e ferro) basicamente destinado à construção da BR-364, e de abastecimento (produção agrícola, bebidas, medicamentos, material escolar, eletrodomésticos, etc). No ano passado, o abastecimento ficou aquém da produção deste ano, com 11,5 mil toneladas.

Mais dias de “verão” significa mais abastecimento às populações, consequentemente tem mais gente se movimentando no fluxo da rodovia. Este ano mais de 18 mil passageiros cruzaram o território acreano pela BR-364 em 364 viagens de ônibus, representando um incremento de 30 % em relação ao ano passado, que atingiu a pouco mais de 14 mil passageiros.

Este ano passou o dobro de caminhos pela BR-364 em relação ao ano passado. Foram 4.267 viagens de caminhões feitas este ano, contra apenas 2.028 viagens realizadas em 2004. Outro ítem que merece realce é o desempenho de material de construção, que triplicou em relação ao ano passado, com 9.949 mil toneladas de material, basicamente destinados à construção da rodovia como ferro, brita e cimento.

Este ano a estrada foi reabertura 20 dias mais cedo em relação ao ano passado, proporcionando 120 dias de tráfego ininterrupto e garantindo o abastecimento dos municípios sob a influência da rodovia, com mais 27,4 mil toneladas de carga de material de construção (brita, cimento e ferro) basicamente destinado à construção da BR-364, e de abastecimento (produção agrícola, bebidas, medicamentos, material escolar, eletrodomésticos, etc). No ano passado, o abastecimento ficou aquém da produção deste ano, com 11,5 mil toneladas.

Mais dias de “verão” significa mais abastecimento às populações, consequentemente tem mais gente se movimentando no fluxo da rodovia. Este ano mais de 18 mil passageiros cruzaram o território acreano pela BR-364 em 364 viagens de ônibus, representando um incremento de 30 % em relação ao ano passado, que atingiu a pouco mais de 14 mil passageiros.

Este ano passou o dobro de caminhos pela BR-364 em relação ao ano passado. Foram 4.267 viagens de caminhões feitas este ano, contra apenas 2.028 viagens realizadas em 2004. Outro ítem que merece realce é o desempenho de material de construção, que triplicou em relação ao ano passado, com 9.949 mil toneladas de material, basicamente destinados à construção da rodovia como ferro, brita e cimento.

O impacto social da reabertura

Para o diretor geral do Deracre, Sérgio Nakamura, em nenhum outro momento político do Acre se garantiu com tanta veemência a integração de seu território, como a deste governo que lançou o desafio de tirar as populações do interior do Estado do isolamento, promovendo o desenvolvimento sustentável, sem destruir a floresta. O impacto social provocado pela reabertura da rodovia a cada ano é mais significativo e justifica os gastos pelo governo para reabri-la a cada ano.

Hoje a população daqueles municípios tem a certeza de que no próximo ano a estrada estará dando tráfego para fortalecer cada vez mais o turismo regional, além de fomentar a cultura nativa e sedimenta o espírito de integração acreana. A floresta se transforma num verdadeiro burburinho cultural, pipocando festivais de verão por todas as praias, como Açaí (Feijó), Abacaxi (Tarauacá), Praia (Manuel Urbano), Mandi (Sena Madureira) e o Novenário (Cruzeiro do Sul), ato de fé que arrasta multidões.

A esperança resistiu nesses longos e tenebrosos invernos por mais de meio século. Cada cidadão faz questão de estampá-la, convicção sustentada nestes sete anos não com retórica, mas com trabalho e muito sacrifício está construindo a rodovia de Tarauacá a Cruzeiro do Sul, com centenas de máquinas ao longo do trecho, que reduzem agora o ronco dos motores com o rigor das chuvas.

 
 
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Rio Branco-AC, 6 de novembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
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Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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