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FRASE
“Um político é alguém que pensa tão longe quanto a próxima eleição. Um estadista pensa dentro da próxima geração.” Anônimo Recorde A produção da indústria brasileira superou as expectativas em novembro e cresceu 0,8% na comparação com outubro livre de influência sazonais (típicas de cada período). A alta foi puxada pelo aumento na fabricação de matérias-primas, componentes e máquinas e equipamentos, disse o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em outubro, a produção industrial havia subido 1%. As previsões mais pessimistas do mercado financeiro apontavam, por sua vez, para uma queda de até 0,5% em novembro. [Folha de S.Paulo] Cadeira A revista britânica Economist defendeu, em sua edição desta semana, a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com a inclusão como membros permanentes de Brasil, Índia, Japão, Alemanha e um país africano. Em um dos artigos que compõem a reportagem de capa - “Uma chance para um mundo seguro - Como os mais poderosos podem fazer um melhor uso das Nações Unidas” -, a revista sustenta que a organização precisará de mais agilidade para manter seu atual nível de êxito na solução dos dilemas da comunidade internacional. [O Estado de S. Paulo] Fidelidade Para cobrar fidelidade dos aliados que agraciará na reforma ministerial prevista para fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a auxiliares a elaboração de um mapa dos 22 mil cargos federais. Desses, 5 mil são considerados os que realmente importam para a divisão de poder entre os dez partidos que apoiarão no Congresso o segundo mandato do petista. A informação é da edição de ontem da Folha de S. Paulo. Coordenador Segundo o jornal paulista, o mapa está com o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), que tem feito checagem dos padrinhos políticos dos 5 mil cargos mais importantes. Vários aliados novos e antigos do governo já viram o calhamaço de cargos diretamente das mãos de Tarso, articulador político do governo. Padrinho oculto Lula pediu a Tarso uma checagem dos padrinhos porque muitos cargos apareceram na listagem como preenchidos por técnicos sem ligação política. O presidente desconfia de que parte desses “técnicos” tenha padrinhos que preferem não assumir tal condição para evitar cobranças políticas, como apoio das bancadas de seus partidos às propostas do governo no Congresso. Mais: Lula crê que alguns desses “técnicos” tenham ligações com políticos hoje da oposição. Da cadeia para o governo De O Globo de ontem: “Depois de passar mais de cem dias preso, o ex-secretário da Casa Civil de Rondônia Carlos Magno Ramos deve voltar ao secretariado do governador Ivo Cassol (PPS). Cassol anunciou que Magno chefiará uma das secretarias do governo. Magno é acusado pela Polícia Federal de participar de um esquema de desvio de mais de R$ 70 milhões dos cofres públicos de Rondônia. O ex-secretário fez parte de um grupo de 24 autoridades e funcionários públicos de Rondônia presos pela Operação Dominó, da PF, em agosto passado”. Reforma do Congresso Ainda no O Globo: “A executiva do PDT vai encaminhar para discussão no diretório nacional e, posteriormente, no Congresso, proposta de ampla reforma do Poder Legislativo para acabar com as brechas legais responsáveis pelas crises constantes e o enorme desgaste do Parlamento. A proposta prevê a criação de uma comissão permanente para estudar alterações constitucionais e regimentais que acabariam, por exemplo, com a posse de suplentes nos recessos, que gerou esta semana mais um desgaste à imagem do Congresso: 23 suplentes assumiram o mandato em pleno recesso, com direito a receber todos os benefícios financeiros, que somam mais de R$ 35 mil, além de R$ 50 mil de verba de gabinete.” Sem papo O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse ontem que os líderes da oposição devem suspender o diálogo com o presidente Lula em protesto contra as medidas provisórias, que “acabam com o Congresso”. Ele disse que o local escolhido por Lula para descansar, o Forte dos Andradas, no Guarujá, “foi uma vitória do governador José Serra [PSDB-SP] e uma derrota do governador Jaques Wagner [PT-BA]”. As informações são da Folha de S. Paulo. Aldo e Chinaglia Os dois candidatos da base aliada do governo à presidência da Câmara disputaram espaço na sexta-feira durante cerimônia no Palácio do Planalto de sanção da lei que estabelece diretrizes para o saneamento básico. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) posaram para fotos e deram publicamente um abraço na tentativa de sinalizar para a opinião pública que não há um racha na base do governo - mesmo com duas candidaturas. Questionado se o abraço representava o fim da disputa entre os dois candidatos, Aldo reagiu com bom humor. ‘Não pode ser abraço de conciliação porque nunca houve briga. Isso é uma disputa na democracia que comporta várias candidaturas’, disse. Com Informações da Folha Online. MP quer cassação do Ottomar O Ministério Público Federal de Roraima ajuizou pedido de cassação do diploma do governador Ottomar Pinto (PSDB), que tomou posse na última segunda-feira para o seu quarto mandato no Estado. Ottomar é acusado de abuso de poder político, econômico, uso da máquina administrativa e uso dos programas sociais do governo em benefício próprio durante a campanha do ano passado. Antes dessa ação, o senador Romero Jucá (PMDB), que disputou a eleição pela oposição, e sua mulher, Teresa Jucá (PPS), também foram à Justiça com os mesmos argumentos contra o atual governador e contra a reeleição do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB), o principal concorrente de Teresa ao cargo. Defesa Aos 77 anos de idade, Ottomar assumiu pela quarta vez o governo do Estado e, além dos problemas judiciais, enfrenta sérios problemas de saúde. Ele disse que se defenderá de todas as ações e que o senador ‘não aceitou democraticamente a derrota nas urnas’. O governador será intimado nos próximos dias a se defender e, em seguida, haverá o julgamento no Tribunal Regional Eleitoral, mas Romero entende que o Tribunal Superior Eleitoral lhe dará ganho de causa. Argumentos A oposição argumenta que as acusações do Ministério Público passam a ter credibilidade a partir do momento em que o governador demitiu quatro mil estagiários no dia 1º e promete colocar na rua pelo menos mais cinco mil pessoas contratadas por empresas particulares para prestar alguns serviços ao Estado. Informação do Estadão. Apoio O presidente do PSB nacional, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, classificou como um “erro” a disputa da base aliada do governo de tentar lançar duas candidaturas para a Câmara dos Deputados, o que está dividindo os políticos da base. “A base não pode deixar o presidente Lula numa situação dessa. É um equívoco da base construir uma situação em que temos uma eleição certa e vamos resolver. É uma responsabilidade de todos nós. Todos temos que ajudar nessa solução”, cobrou. Entendimento Campos disse que está buscando um entendimento com líderes governistas a respeito dessa situação. Para ele, o importante é que o presidente Lula tenha sua governabilidade garantida na Casa. “Eu tenho conversado com diversos líderes. Os partidos vão se reunir na segunda-feira e estamos afinados no seguinte esforço: até o dia 20, a base deve ter um candidato para unir a instituição e poder dar uma governança com tranqüilidade”, anunciou. Rebelo Sem querer acender polêmicas, o presidente do PSB deixou claro que candidato apóia para as presidências da Câmara e do Senado. “O governador de Pernambuco não tem candidato. O presidente do PSB tem candidato: Aldo Rebelo (PC do B-SP). É só uma questão de justiça, de equilíbrio, de capacidade de diálogo”, esclareceu. Campos ressaltou, entretanto, que não haveria problemas caso o petista Chinaglia fosse escolhido. Informações da Folha de Pernambuco. |
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