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FRASE
“Pescar é esperar, deixando sempre visível a isca, deixando sempre oculta a fatalidade.” José Augusto Fontes, cronista Modelo é educação Quem quiser saber como será o governo de Binho Marques basta verificar como foi sua gestão na Educação estadual. Foi esse o recado que o governador deu ontem na Aleac, ao ler a mensagem governamental. A educação acreana deu certo. Espera-se que aconteça o mesmo com os demais setores. Breu é luz Outro modelo a ser seguido por Binho Marques será o da comunidade de Foz do Breu, que ele conheceu durante a campanha. É no Breu que toda equipe vai buscar a luz. Descentralização São muitos os pontos abordados por Binho Marques, mas um que chama a atenção é o que propõe a descentralização e a autonomia, a fim de fortalecer a sociedade. O próprio governador afirmou que é hora de democratizar as vitórias. Paraíso é aqui Binho Marques afirmou que pretende, em 2010, ver o Acre como o melhor lugar para se viver na Amazônia. Ele, na verdade, pretende melhorar os indicadores, com vista ao censo do IBGE previsto para ser realizado naquele ano. Realmente, se tudo que está na mensagem for realizado, aqui será o paraíso. Mas a missão não será nada fácil. Aceleração em março A boa notícia para os partidos aliados é que este mês de fevereiro será destinado para debater o modelo de gestão que será encaminhado à Aleac. Janeiro ficou reservado para estudos e março será para o governo começar a acelerar. Sorteio Depois que a coluna informou que até então não havia sorteio para os gabinetes na Aleac, essa prática entrou em vigor na Casa semana passada. O deputado José Carlos (PTN) ficou com o que tem o melhor ar-condicionado, que era do comunista Edvaldo Magalhães. Nada funciona Se José Carlos deu sorte no sorteio, o mesmo não se pode dizer de Donald Fernandes (PSDB). Ele herdou o gabinete de Hélio Lopes (PMDB), que está sem nada funcionar. Ar-condicionado, frigobar e outros acessórios estão com problemas. Na verdade, nem o deputado funcionava. Permissão para sair Segunda-feira, durante a reunião dos deputados novatos com membros da mesa diretora e funcionários da Aleac, o parlamentar calouro Gilberto Diniz (PT do B) pediu a palavra e perguntou ao presidente Edvaldo Magalhães (PC do B) se poderia sair do plenário para tomar água ou café após o início da sessão. Com toda tranquilidade, Magalhães respondeu: “Pode sim, deputado! Mas lhe aviso que aquele que sai muito perde”. Diniz é professor e ainda está acostumado com o rigor da sala de aula. Pressão alta Marcio Bittar (PPS) foi internado, anteontem, num hospital em Brasilia, após uma crise de pressão alta e taquicardia. O problema do ex-parlamentar não é novo. Depois que estiver restabelecido, Bittar deverá voltar para o Acre. Aquecimento global Ansioso por uma sinalização sobre a possibilidade de permanecer no cargo, secretário chega para assessor próximo ao governador Binho Marques e pergunta: “E aí, tá sabendo de alguma coisa?”. Irônico, o assessor responde: “Sei. O aquecimento global é coisa séria”. Orfanato As repartições públicas e até a Aleac estão parecendo grandes orfanatos. A maioria dos funcionários está atrás de alguém forte que a adote. Os meninos do Educandário Santa Margarida não têm rostos mais tão tristes. As adoções só virão depois de março. Nova minissérie É perfeitamente concebível, na condição de gaúcho, que o deputado José Luiz Tchê (PMN) esteja empolgado com a minissérie sobre a história do Acre, que está sendo exibida na Rede Globo. Mas ontem Tchê exagerou na dose. Ele disse que, em vez de se chamar Amazônia - de Galvez a Chico Mendes, o folhetim deveria se chamar Amazônia - de Galvez a Jorge Viana. Que puxada, hein? Páginas da Amazônia Acaba de sair do prelo o livro Páginas da Amazônia - Proseando na Floresta, de autoria do cronista José Augusto Fontes. O lançamento, em Rio Branco, está previsto para depois do carnaval. O livro também será lançado na Livraria da Vila, em São Paulo, e na Casa do Acre, no Rio de Janeiro. As crônicas de José Augusto são verdadeiras declarações de amor ao Acre e à Amazônia. Vale a pena comprar e ler. Convites recusados Antes do início da minissérie Amazônia - de Galvez e Chico Mendes, o intrépido Abrahim Lhé Farhat foi convidado três vezes para aparecer na trama. Recusou todas. Lhé, que anda insatisfeito com o rumo do enredo, classifica as telenovelas escritas pela acreana Glória Perez como folhetins mexicanos melhorados. “Três amigas minha receberam telefonemas de suas filhas, que moram fora do Acre, horrorizadas com as interpretações que estão dando sobre as mulheres acreanas”, reclama. Oposição fortalecida Atropelando todas as regras gramaticais, o deputado Chagas Romão (PMDB) fez um discurso contundente ontem, no reinício dos trabalhos na Aleac. Romão defendeu o fortalecimento da oposição. Ele está correto, mas, além do fortalecimento, os opositores necessitam ter inteligência e qualidade. Voz na Difusora Para se ter uma idéia do despreparo da oposição, o vaidoso deputado-fiscal, depois de fazer um discurso duro, pediu o direito de satisfazer o alter ego, pleiteando, ao menos, falar na Difusora Acreana. Governo de todos Taumaturgo Lima estreou bem como líder do PT, principalmente quando lembrou que seu partido é governo, mas o governo não é do PT. Infelizmente, tem muita gente que não pensa dessa maneira. Cheio de paciência Edvaldo Magalhães deve sentar amanhã com membros do sindicato dos servidores da Aleac para começar a encontrar um caminho para pagar o passivo trabalhista de quase R$ 14 milhões. Magalhães declarou que tem paciência de sobra para conversar. O que falta a ele é dinheiro para pagar. Queimação barata Começaram as queimações baratas e armações em busca da chantagem. A primeira vítima foi o diretor do Departamento de Administração Penitenciária, Felismar Mesquita. Estão atirando no alvo errado. Afinal, se há um setor que evoluiu foi o sistema penitenciário do Estado. Há falhas, mas está longe de ser o caos e o desmando do passado. Ajuste de conduta Ex-presidente do DCE da Ufac, o vereador Márcio Batista (PC do B) resolveu intervir na questão do fechamento da Rádio Livre Filha da Muda. O parlamentar propõe que representantes de vários setores da sociedade civil organizada busquem uma saída para a situação junto à Justiça Federal. Uma das propostas é formalizar um documento com ajuste de conduta, para que os equipamentos sejam devolvidos. Batista tentará uma audiência nesta quinta-feira com o juiz responsável pela sentença. Lei Maria da Penha Lei parece que foi feita mesmo para não se levar a sério. A Lei Maria da Penha têm sido motivo de elogios desde que entrou em vigor no ano passado. Mas já há quem critique a sua aplicação. Ontem, por exemplo, uma mulher reclamava que levara uma surra do marido na noite de sexta-feira. Ela apresentava várias lesões por todo o corpo e disse que só não foi morta por que Deus a salvou. Ela denunciou o marido agressor, mas não entende por que nada foi feito até hoje. O marido valentão é microempresário e bem conhecido na cidade. Depois da denúncia, ele passou a ameaçar a mulher e os filhos e ainda os parentes próximos a ela. |
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