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VARIEDADES

“A pessoa é para o que nasce”

Circuito Documentário comemora dois anos com a exibição dos melhores no gênero

Divulgação


O Circuito Documentário comemora dois anos este mês levando ao público uma seleção dos melhores filmes exibidos no projeto. Aos poucos o circuito vem fomentando a área do audiovisual em Rio Branco, com o propósito de trabalhar a formação do olhar.

O filme que abre a mostra é “A pessoa é para o que nasce”, de Roberto Berliner, às 19 horas de hoje, no Theatro Hélio Melo. A lista traz ainda os documentários “Vinicius de Morais”, “O Homem Invisível”, “Nascidos em Bordéis”, “Che Guevara - Homem, Companheiro e Amigo”, “Revolución - A Verdade sobre Fidel”, “Edifício Master” e “Quem Somos Nós”.

Em dois anos, o projeto exibiu no Theatro Hélio Melo, às quartas-feiras, documentários brasileiros e de outros países vencedores de vários festivais nacionais e internacionais, entre eles “Ônibus 174”, “Prisioneiro da Grade de Ferro”, “Janela da Alma”, “Socorro Nobre”, “Cabra Marcado Para Morrer”, “Buena Vista Social Club”, “Coisa Mais Linda”, “Camelos Também Choram” e “Promessas de um Novo Mundo”.

As três irmãs cegas

O filme conta a história de três irmãs cegas: Regina Barbosa, Maria das Neves Barbosa e Francisca da Conceicão Barbosa. Unidas por esta característica incomum do destino, elas viveram toda sua vida cantando e tocando ganzá em troca de esmolas nas cidades e feiras do Nordeste do Brasil, a região mais pobre do país. O filme acompanha os afazeres cotidianos destas mulheres e revela as curiosas estratégias de sobrevivência da qual participam parentes e vizinhos.

O diretor Roberto Berliner, aborda a mudança na vida do trio, que se tornou celebridade. O encontro com o cineasta, Roberto Berliner, foi decisivo para impulsionar a carreira das três. Quando as conheceu, em 1997, na época em que filmava a série de TV “Som da Rua”, sobre músicos anônimos, Berliner encontrou as irmãs num momento de interrupção momentânea da carreira. Foi a produção do programa quem lhes deu novamente os ganzás, instrumentos com os quais se apresentavam, o que permitiu retornarem à vida artística.

A repercussão deste programa de TV, bem como do curta filmado posteriormente, fez com que a música das irmãs chegasse aos ouvidos de gente como Naná Vasconcelos e Gilberto Gil, na época curadores do festival Percpan.

Assim, elas foram convidadas a participar do festival, como artistas profissionais, apresentando-se em Salvador e São Paulo, pela primeira vez na vida recebendo cachês e ao lado de atrações nacionais e internacionais.
O longa-metragem registra essa que foi a única turnê das “Ceguinhas de Campina Grande”, como foram chamadas pela imprensa.
Realização ABDeC/AC em parceria com o governo do Estado/Fundação Elias Mansour – Entrada franca

SERVIÇO
Theatro Hélio Melo – Av. Getúlio Vargas, s/n – Centro – Tel.: 3224-2133

 

 
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Rio Branco-AC, 7 de fevereiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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