VARIEDADES

Época de pipas colore o céu do Rio Branco

Novidades do mercado atraem praticantes da atividade e comerciantes chegam a vender 200 unidades por dia

Regiclay Saady
Pepetas de todas as cores e
tamanho são comercializadas na cidade


Renata Brasileiro

Orlando Batista, 40, há dez anos trabalha dobrado no período em que a maioria das pessoas está de férias. Nos meses de dezembro, janeiro e início de fevereiro ele aproveita o período de lazer das crianças para produzir pipas, também conhecidas como pepetas no Estado.

O brinquedo, feito a partir de talo de buriti, papel de seda e cola branca, é barato e divertido. São essas as duas razões que fazem o céu de Rio Branco ficar mais colorido nesta época do ano.

“Eu chego a vender 150 pepetas por dia. Os sábados e domingos são os mais movimentados. Um dia, um rapaz chegou aqui e encomendou 120 unidades para levar para uma chácara durante o feriado”, destacou o vendedor.

Segundo Orlando, clientes saem dos bairros mais distantes para ir ao Mercado do Bosque, somente para comprar suas pipas. O segredo do sucesso está em trabalhar sempre com o diferencial, conta ele.

“Desde que comecei a fabricar pepetas me preocupei com a qualidade do papel que eu uso e com os desenhos que faço, pois esses são os diferenciais. Este ano descobri um papel que já vem com o desenho, e nesse caso, não é preciso mais fazer cortes. Os desenhos que mais fazem sucesso são os de pittbull e de super-heróis”, completou.

Para dar conta do serviço, Orlando produz as pipas durante a noite. Isso porque de dia, ele tem que cuidar das vendas não só das pipas, como também das verduras e frutas, negócio que ele tem há muitos anos.

Além de Orlando, dezenas de trabalhadores acreanos aproveitam a época para ganhar dinheiro com pipas. Nos bairros, crianças e adultos são os responsáveis por colorir o céu da cidade, com uma brincadeira que sem o uso do cerol, é saudável.

Cerol é uma mistura de cola com vidro ou mármore moído que algumas pessoas passam na linha da pipa para cortar a pipa de outras pessoas. O cerol pode ser classificado como uma arma e, por isso, deve ser evitado.

Dados fornecidos pela fundação Brazilian Kite Club informam que 10 pessoas morrem por ano no Brasil, vítimas de ferimentos provocados pela linha revestida com vidro moído. Um corte na veia jugular pode causar a morte de uma pessoa em poucos minutos.

Segundo dados colhidos pela ABRAM (Associação Brasileira de Motociclistas), no Brasil são mais de 100 acidentes por ano, sendo que 50% causam ferimentos graves, e 25% fatais.

Conheça as recomendações feitas pelo Corpo de Bombeiros com relação ao uso de pipas:

Não solte pipas em dias de chuva, principalmente se houver relâmpagos.

Evite brincar perto de antenas, fios telefônicos ou cabos elétricos. Procure locais abertos como praças e parques.

Tente soltar pipa sem rabiola, como as arraias. Na maioria dos casos, a pipa prende no fio por causa da rabiola.

Não empine pipa em cima de lajes e telhados.

Jamais utilize linha metálica, como fio de cobre de bobinas ou cerol (mistura de cola com caco de vidro). Também não faça pipas com papel laminado. O risco de choque elétrico é grande.

Tome cuidado com ruas e lugares movimentados, principalmente quando andar para trás. Pode ter algum buraco ou pista.

Atenção especial com as motociclistas e ciclistas — a linha pode ser perigosa para eles. Fique atento para que a linha não entre na frente deles.

Se a pipa enroscar em fios, não tente tirá-la. É melhor fazer outra. Nunca use canos, vergalhões ou bambus.

Ao correr atrás das pipas, muito cuidado com o trânsito.

Recomendamos aos motociclistas: O Uso de “ANTENAS ANTILINHAS”.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 7 de fevereiro de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A

 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL