COTIDIANO

Sena Madureira terá aterro sanitário controlado até junho

Investimento será de aproximadamente R$ 600 mil

Cedida
Placa indica obra complementar
para o aterro sanitário


A prefeitura de Sena Madureira construirá até o meio do ano o primeiro Aterro Sanitário Controlado [ASC] do interior do estado. O investimento, de pelo menos R$ 600 mil, dará à cidade a condição de primeiro município a ter um aterro sanitário desse nível. No entanto, o assunto virou motivo esta semana para os opositores do prefeito Nilson Areal [Frente Popular] darem o pontapé inicial na campanha eleitoral na cidade que só acontecerá daqui a 17 meses. E nada mais fácil para opositores que um velho problema para renovar antigas - e requentadas - críticas políticas.

Em 2004, quando o atual prefeito assumiu o cargo, o Ministério Público exigiu que a prefeitura construísse um novo aterro sanitário na cidade de imediato. A recém empossada administração afirmou que era impossível porque um ASC, moderno, e que levasse em conta todos os detalhes e legislações ambientais levava tempo e o município não tinha recursos suficientes para um investimento desse porte em curto prazo.

O secretário de planejamento da cidade, Cirleudo Alencar, informou à reportagem que a prefeitura conseguiu alocar recursos da ordem de R$ 600 mil [Ministério da Defesa], mas só conseguiu liberar até o momento, com a ajuda do senador Tião Viana, cerca de R$ 100 mil, que foram aplicados na coleta do lixo do hospital e dos seis postos de saúde administrados pelo município. Além disso, com esses recursos [R$ 100 mil] a prefeitura adquiriu a área para a construção do ASC.

- Desde o momento em que o ministério público nos chamou, no começo da administração [2004], começamos a nos preocupar com o assunto e priorizamos a compra da área onde será construído o ASC, na estrada Mário Lobão – afirmou Cirleudo.

O secretário explicou ainda os motivos dos recursos, os R$ 600 mil, não terem sido liberados totalmente.

- O problema foi de regularização fundiária da área na estrada Mário Lobão, que é um problema não só em Sena, mas em todo Acre. E quem resolve isso é o Incra.

A prefeitura espera em 2007 garantir o acesso por asfalto [1,5km] até o ASC [já licenciado pelo Imac] com recursos que chegam a R$ 300 mil e mais R$ 250 mil para instalar a usina de reciclagem de lixo, a primeira que funcionará no interior do Acre. Além disso, informa o secretário da prefeitura de Sena, três veículos coletores de lixo estão sendo adquiridos com recursos da Suframa e do Ministério da Defesa.

O secretário Cirleudo responde também aos que pedem a extinção do atual lixão da cidade, que não foi feito, registre-se, pela administração do prefeito Nilson Areal.

-Não podemos ser irresponsáveis. Só podemos desativar o lixão da cidade quando o Aterro Sanitário Controlado, que estamos construindo, estiver funcionando. E em junho ele estará funcionado de forma moderna, o que ajudará na saúde do nosso município, inclusive - ressalta.

A prefeitura Sena Madureira investe para manutenção do atual lixão da cidade R$ 80 mil por mês. São custos com trabalhadores, equipamentos, fardamento, e máquinas que removem os entulhos.

Solidariedade do presidente da Aleac

O prefeito de Sena, Nilson Areal, recebeu a solidariedade política do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Edvaldo Magalhães. O parlamentar, que foi recebido pelo prefeito em seu município ontem, 6, afirmou:

-O prefeito Nilson Areal é um aliado da Frente Popular. Cumpriu todos os acordos durante o governo Jorge Viana e não podemos reduzir a sua importância no cenário político do estado. Nilson foi o primeiro a organizar um comício em Sena e a declinar apoio ao então candidato a governador Binho Marques. Merece o nosso apoio contra qualquer tipo de injustiça que esteja sofrendo.

 

 
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