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Brasil vai convocar cúpula para discutir clima, diz ministra Grupo deverá reunir informações ambientais sobre os países participantes |
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Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse ontem que o Brasil está disposto a convocar uma reunião de cúpula de ministros do Meio Ambiente e Relações Exteriores de pelo menos 15 países para tratar da governança ambiental global. De acordo com a ministra, a cúpula não terá caráter deliberativo e deverá reunir informações ambientais sobre os países participantes. A idéia é fazer um evento semelhante à ECO 92, encontro da Organização das Nações Unidas (ONU), realizado em 1992 no Rio de Janeiro. “Nós vamos discutir as questões das mudanças climáticas, buscando um novo acúmulo para um segundo período de compromissos onde nós pudéssemos construir um processo que seja pactuado entre as nações, a exemplo do que nós tivemos em 92, no Rio de Janeiro”, afirmou. Caso aconteça, Marina Silva sugere que a cúpula seja realizada no meio do ano, quando se comemora os 15 anos da Rio 92 . Ela ressalta que “a única coisa que nós queremos é que essa reunião já possa refletir um processo interno. Um amadurecimento nos países”. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) sugere que seja realizada uma outra reunião para discutir as questões climáticas mundiais, mas segundo a ministra, essa não contará com a liderança do Brasil. “Na reunião de Cúpula que o Pnuma propõe, o Brasil vai participar do esforço, mas aí não é uma convocação do Brasil. Nós participamos como parte do processo”. De acordo com a ministra, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, durante encontro com diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, que na reunião do G8 + 5 “vai tratar com muita ênfase a questão das mudanças climáticas e as contribuições que o Brasil já aporta e continuará aportando para essa questão”. O G8 é um grupo que reúne os sete países mais desenvolvidos do mundo (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e o Canadá), mais a Rússia. Já os cinco diz respeito aos países emergentes: Brasil, China, Índia, México e África do Sul. Achim Steiner está no Brasil para conhecer os projetos brasileiros voltados para a governança ambiental. Segundo ele, as realização dessas cúpulas remetem à discussão sobre uma dinâmica ambiental. “A reunião planejada de ministros de Meio Ambiente e de Relações Exteriores sobre governança ambiental é parte de um processo que está em curso na Nações Unidas sobre a reforma para a governança ambiental”, explicou. Ele disse ainda que o Brasil tem um papel importante na criação de uma agenda global. “Quando eu falo em pró-atividade, eu falo no papel que o Brasil pode ter ao convocar essas reuniões; de trazer novas idéias, facilitar novas discussões, fazer novas alianças e traçar horizontes para adiantar a agenda ambiental”. (Agência Brasil) |
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