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Iphan inicia tombamento da Casa de Chico Mendes como patrimônio histórico nacional Local é um importante ponto turístico e referência da luta dos seringueiros do Acre |
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O Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (Iphan) publicou na edição do dia 13 de fevereiro deste ano do Diário Oficial da União o edital de tombamento como patrimônio histórico nacional da Casa de Chico Mendes, e seu acervo, localizada no número 10 da rua Batista de Moraes, Setor 1, Distrito 1, Lote 290, em Xapuri. O anúncio foi feito através de ofício encaminhado ao governador Binho Marques pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida. A casa é o local onde o líder seringueiro Chico Mendes foi covardemente assassinado já tinha sido tombado como patrimônio histórico do Estado do Acre. O decreto foi assinado em 2006, no Dia da Amazônia, pelo então governador Jorge Viana em cerimônia realizada no Palácio Rio Branco com a presença de autoridades e ativistas ambientais. Na ocasião, o representante acreano do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), Fernando Figalli, acompanhou o ato de tombamento. Trata-se de uma pequena casa de madeira o local da tragédia que comoveu o mundo e estabeleceu um novo período para a luta dos seringueiros e excluídos do Acre, o local que acabou virando atração turística e já chegou a receber mais de dez mil visitantes por ano. A primeira reforma financiada pelo Governo do Estado manteve as características originais da casa, da mesma época em que o líder ambientalista foi executado. A Casa de Chico Mendes é hoje o mais importante ponto turístico de Xapuri e possui grande relevância no contexto estadual. Personalidades importantes da cultura e da política já visitaram o local. Por iniciativa do senador Tião Viana, Chico Mendes está hoje na galeria dos heróis brasileiros, bem como o revolucionário Plácido de Castro. Francisco Alves Mendes Filho, seringueiro desde criança, dedicou praticamente toda a sua vida à defesa dos trabalhadores e povos da floresta. Participou da fundação dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia e Xapuri, além da fundação do Partido dos Trabalhadores do Acre e do Conselho Nacional dos Seringueiros. Chico Mendes tinha completado 44 anos no dia 15 de dezembro de 1988, uma semana antes de ter sido assassinado. Acreano, nascido no seringal Porto Rico, em Xapuri, se tornou seringueiro ainda criança, acompanhando seu pai. Sua vida de líder sindical inicia com a fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, em 1975, quando é escolhido para ser secretário geral. Em 1976, participa ativamente das lutas dos seringueiros para impedir desmatamentos através dos “empates”. Organiza também várias ações em defesa da posse da terra. (Agência de Notícias do Acre) |
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